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Dia 149

15:22

Não pareceu durante a madrugada que havia chovido, mas quando desci para pegar o jornal estava tudo molhado e o guri da portaria confirmou que tinha caído uma pancada. Na parede, o termômetro insiste nos 22ºC, enquanto na Rádio Gaúcha eles davam como sendo de 20 e alguns décimos.

Porque é sempre bom a gente seguir os intintos; porque de vez em quando é bom dar uma curva na rotina.

MANCHETES de DUAS DESCOBERTAS

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MESMO SEM SABER

Depois de mais um pedaço de noite muito agradável ao lado de uma companhia encantadora, antes de dormir peguei o livro que estou lendo atualmente e insisti em ler antes de dormir. Acho incrível como, mesmo não tendo a menor noção sobre economia e onde devo ou não devo fazer cortes no meu orçamento, a fim de não só equilibrar as contas mas também para manter viva a minha rotina através de coisas que me fazem bem, fui surpreendido por uma ideia que é ensinada no livro e que instintivamente sei colocar em prática.

No pouco do que li na madrugada (que foi o que efetivamente me fez ir dormir tarde) descobri que a minha ideia de que sou refém da tecnologia não é uma coisa muito verdadeira quando confrontada com a ideia sobre a qualidade de vida que quero para mim. Por exemplo, por eu não ser um cara tão refém assim das inovações tecnológicas foi que em vez de comprar uma televisão de LCD que seria cara, mas que eu poderia pagar, o desconto em folha foi dividido em dois, uma parte para uma esteira, que me ajuda de montão, e a qual jamais me arrependi de ter comprado, e uma televisão das comuns, de tela plana, bem mais barata, mas que serve perfeitamente aos meus propósitos. Devo admitir, no entanto, que neste caso a ideia da qualidade de vida prevaleceu simplesmnete pelo fato de que a esteira foi comprada antes da televisão.

Ao ler o que estava escrito no livro, percebi que, realmente, as pessoas em geral costumam cortar gastos no representa qualidade de vida em favor do que representa status e visibilidade externa, quando deveriam fazer exatamente o oposto. Eu faço este oposto, tenho este costume desde sempre, mas nunca parei para pensar que aquilo era o mais certo ou mais lógico, indo na contramão do que a grande maioria das pessoas faz.

Quase passei a madrugada toda lendo. Se tivesse feito isso talvez estivesse dormindo até agora.

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MESMO SEM QUERER

Levantei às 6:30, quando o relógio deu o alarme. Relógio de pulso. Em princípio, estava na dúvida sobre descer ou não descer para pegar o jornal àquela hora, mas a perspectiva de ir mais tarde e correr o risco de topar com vizinhos no elevador foi muito mais decisiva em favor da descida de manhã cedo. E assim fiz.

Na volta, ainda entorpecido de sono, relutei mas acabei ligando a tralha eletrônica. Rebobinei a fita que estava no videocassete e assisti aos episódios de C.S.I. NY e House de 5a.-feira e ao N.C.I.S. de ontem. Tinha também gravado o Raising The Bar, mas quando começou logo vi que tinha sido reprise. Lembrei que às 9 deveria estar rolando o treino da F-1 para a corrida de amanhã. Me quebrei: às 9 o treino tinha acabado, começara às 8.

Então fiz aquilo que nunca, em hipótese alguma, costumo fazer: desliguei tudo e virei para o lado. Adormeci profundamente e nem mesmo a claridade da janela perturbou isso. Quando abri os olhos novamente eram 12:10. Achei incrível, mas depois algumas coisas me deram uma nova perspectiva sobre mim mesmo.

Em primeiro lugar, sempre tenho aquela sensação de que funciono muito melhor na parte da manhã do que na da tarde. Não é bem assim. Minha cabeça funciona melhor nas primeiras horas depois que acordo. Isso pode acontecer às 5:45, como nos dias de trabalho, ou 6:30, como nos dias de folga, ou 12:10, como em dia em que extrapolo. Então, apesar da hora, e também por causa dela, algumas coisas funcionaram em paralelo: enquanto escutava o Esportes ao Meio-Dia, tomei café, cortei cebola para a salada do jantar, botei amendoim para torrar (e deixei torrar, mesmo) enquanto lia a ZH de hoje, depois vim para o micro escrever no blog.

Em segundo lugar, a questão da ZH: se fosse um dia normal, na parte da tarde não teria muita paciência para ler. Mas como estava seguindo uma rotina mais ou menos usual, li todo o jornal, vi tudo que me interessou, sem problema nenhum. Em terceiro, vim para o blog escrever numa situação em que normalmente não estaria conseguindo me concentrar.

Portanto, o que aprendi sobre mim por causa do sono a mais de manhã foi que a questão não é se eu funciono melhor pela manhã ou à tarde. Eu funciono muito bem nas primeiras horas depois que acordo, o que dá efetivamente margem a muitas reconsiderações.


2 Comments Add Yours ↓

  1. picida ribeiro #
    1

    A verdade deve ser que sua cabeça funciona bem á qualquer hora do dia. Pronto.

  2. ANA LÚCIA LEAL #
    2

    Funciona bem em todas!!



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