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Dia 182 – 2018 / Semana 27

domingo

Horário da Postagem

08h58min

Temperatura máxima segue no elevador para cima; mínima em quadro de estabilidade, na marca dos 15°Celsius; o vento segue perdendo intensidade, caindo de novo pela metade, a 3 km/h; umidade relativa segue em alta, com variação entre 62 e 84%; o céu amanheceu com forte nebulosidade, mas a expectativa de chuva continua ausente do quadro do tempo. Dados do site Tempo Agora.

Bom, então acontece que depois da leitura do livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, a gente aprende que o hábito de acostumar-se a fazer uma coisa é poderoso. Vou dar dois exemplos acontecidos comigo esta madrugada/início de dia, mas antes quero dizer que preciso desenvolver algum gatilho que me ajude a não esquecer de pegar o celular quando estou me arrumando para sair de casa de manhã cedo.

Hábitos realmente têm um grande poder sobre nosso comportamento. Por exemplo, na noite passada mais uma vez fiquei sozinho em casa, porque era final de semana da Lisi dormir em Guaíba. O que eu fiz, então? Mudei a hora do despertador de 5h35 para 5h40, porque não precisaria dar a volta para deixa-la no trabalho. Muito bem.

Ao longo da noite o hábito de sair por um lado da cama e voltar por aquele mesmo lado, que é o que normalmente faço, falou mais alto e esteve presente todas as vezes em eu levantei na madrugada (e foram duas). só que eu estava sozinho, poderia muito bem ter saído e voltado pelo lado que a Lisi ocupa, mas o hábito não permitiu. Eu sequer cogitei fazê-lo.

Penso que a coisa é bem simples: claro, primeiro porque num hábito desenvolvido normalmente a pessoa não pensa no que está fazendo, ela simplesmente faz. Mas também há o gatilho de que quando volto para a cama tenho um jeito de deitar e me tapar que vai me fazer adormecer em seguida (em condições normais). É um gatilho poderoso. Quando levanto só penso no momento de voltar e me ajeitar de um determinado modo, para não perder o sono.

Este foi um.

Houve um momento em que olhei para o relógio digital de parede e vi que eram 5h36. Imediatamente pensei, droga, esqueci de novo de disparar o sleep Better, e mexi no celular para verificar. Ele começou a tocar no mesmo instante. Claro, eu havia mudado a hora para 5h40, e simplesmente esqueci, habituado com o horário de 5h35. Quando mexi no aparelho o SB identificou como estado de sono leve e despertou. Só então me dei conta de que havia feito confusão.

Agora o que preciso é criar um hábito que me force a não esquecer de pegar o celular enquanto me arrumo. E eu sei por que o esqueço: ele fica em cima da cama, para o Sleep Better funcionar, entre os travesseiros, então quando a gente levanta, não só os travesseiros o encobrem, as cobertas também, e aí é aquilo, o que não é visto, não é lembrado. E nem o aviso na porta de saída é observado, mesmo estando grudado em cima da maçaneta.

Não desenvolvi o hábito de olhar para ele.

Tudo isso dito, ontem à noite quando voltei para casa, antes de subir passei na caixa de correio para ver se havia correspondência. E havia várias. duas faturas de cartões de crédito, um convite para me afundar num empréstimo pessoal via outro cartão (que já foi descartada), mais um envelope do BB para a menina minha filha, o doc de condomínio e um envelope para um vizinho de outra torre, que se chama José Nilton (e estava escrito no endereçamento do envelope o nome da torre) e que incrivelmente alguém havia escrito o número do apto em que eu moro, do lado de fora do envelope.

A pessoa que colocou as correspondências na caixa além de não se dar conta de que estava colocando aquela numa torre diferente sequer leu os nomes para quem estavam endereçada. Simplesmente deve ter visto o nome “nilton“, ou então o número do apartamento, e achou que era eu, mesmo que nas demais correspondências não houvesse o “josé” na frente do nome (para nem falar na pequena mas significativa diferença sonora que há entre José Nilton e Nilton Roberto, para também não falar na diferença de sobrenomes).

Nessas circunstâncias eu sempre penso que a pessoa que está para receber a correspondência que foi entregue errado deve estar com ela o mais rápido possível (até porque eu não olhava a cp há vários dias, não havia necessidade, e ontem olhei até mais por curiosidade). Então, eu já dentro do elevador, quando cheguei no 8° andar apertei o botão para voltar ao térreo; fui até a guarita, entreguei o envelope, mas recomendei ao amigo segurança que fosse alertado a quem distribui as correspondências que preste mais atenção ao que esta fazendo.

Sempre lembrando que, como não é função do segurança distribuir as correspondências, não dei bronca, só fiz a recomendação de que fosse passado adiante o alerta. Até porque o rapaz que estava ontem é muito meu amigo.

Para visualizar as fotos do quadro do tempo acesse o link Quem Vai Querer Saber™, lá embaixo. Será redirecionado para um álbum no Facebook.


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