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Dia 237

09:56

A chuva chegiu de vagarinho, em forma de garoa muito fina, que nem cai em todos os lugares. Só aqui na zona sul identifiquei três ou quatro momentos em que num ponto garoava e poucos metros adiante já parava.  O termômetro de parede assinala ainda mais de 22ºC.

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A PASSEIO, NÃO

Ontem à noite, enquanto pensava na folga do dia de hoje, pensei em dedicar o dia inteiro à função de copiar músicas de cd’s para dentro do micro. 

É uma atividade cansativa, que tem dias que nem chego perto, mas em outros estou com bastante disposição para fazer. Estou chegando num ponto da discoteca em que a maioria dos cd’s já foram convertidos para mp3, mas confesso que preciso me puxar muito para fazer esse tipo de trabalho.

Também é verdade que é praticamente impossível me dedicar o dia todo para isso, porque sempre há outras coisas para fazer. Por exemplo, daqui a pouco vou para a esteira. Depois tem a função de fazer almoço. Não vou assistir filmes à tarde, mas à noite tem Brasileirão para acompanhar. Talvez no horário do jogo do Inter eu ainda consiga copiar alguma coisa. Depois tem o jogo do Grêmio e no mesmo horário há pelo menos um filme para gravar, enquanto outro ficará para ser visto em horário alternativo. 

Ontem à noite fui surpreendido com a apresentação de um episódio inédito de Law & Order, e eu já estava prontinho para assisti-lo quando num lampejo lembrei que a Fox também estaria apresentando episódio inédito de Lie to Me. Corri para o quarto, por sorte tinha deixado o conversor no Universal, e não por acaso, mas por eu ser quem sou, tinha deixado uma fita pronta dentro do videocassete pensando não na terça, mas na quarta, quando teria (e ainda terei) uma gravação para fazer, às 22 horas. Simplesmente acionei o videocassete, que saiu gravando o Law & Order, enquanto eu assistia o Lie. 

Tendo prestado mais atenção aos créditos do final do filme, já na semana passada, descobri que a música tema se chama Brand New Day, mas não sabia que era cantada por Ryan Star, o que descobri quando baixei a gravação na internet. Escutando com calma, me deu a impressão de que a versão que aparece no início de cada episódio é mais bonita que a do álbum. Mas, enfim, é mais uma trilha de seriado que tenho em mãos.

Pensando sobre o assunto de eu ser quem sou, pensei que gosto de ser um cara que quando entra em casa tem zilhões de coisas para fazer, muitos e muitos interesses, aos quais não dou um décimo da atenção que gostaria, mas isso significa que um dia, quando estiver aposentado, terei muitas coisas para fazer, e 99% delas serão simplesmente lazer. 

Nada de trabalho. 

Gosto de ser um cara que conhece letras e mais letras de músicas, arranjos e mais arranjos das que são apenas instrumentais e das que têm vocal. Gosto de ser um cara que pode cantar e assobiar a grande maioria delas com detalhes que estão dentro da minha cabeça. Gosto de ser um cara que olha para sua estante e vê uma quantidade enorme de livros que até hoje não li e outros que li uma, duas ou dez vezes. Como estava escrito naquela matéria da ZH de sábado, ao longo dos anos dei um jeito de ser a melhor companhia para mim mesmo.

E ainda por cima, quando sair deste planeta, deixarei uma parte dos meus pensamentos registrada. Isso é um tantão de vaidade, mas também é o máximo.


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