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Dia 275

08:43

Quando o despertador tocou parecia que o dia estava parcialmente nublado, mas depois vi que estava totalmente. Fifty-fifty para a chuva. Na parede, 21ºC cravados.

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PENSANDO no FUTURO

Faltando três meses para terminar o ano, com a chegada do Outono e daqui a pouco a entrada do Horário de Verão, desta vez acho que será muito complicado eu não me sentir o tempo todo agitado.

Sempre gostei desta época, porque calor é comigo mesmo. Por duas razões (uma ainda não totalmente confirmada, mas bem possível), minha transição de 2010 para 2011 vai ser uma das melhores (se não a melhor) dos últimos anos. Para começar (o que ainda não está confirmado, mas é bem possível), vou continuar sozinho em casa. Para quem não tira férias nesta época, a aconomia acaba se tornando um prêmio. Eu sozinho em casa vou enriquecer.

Um dos meus panos é aproveitar pelo uma das antecipações, ou do IPVA, ou do IPTU, ganhando todos os descontos possíveis. Gostaria de poder matar os dois na mesma sentada, mas tudo depende de como as coisas vão se desenrolar. A exemplo do que aconteceu em 2010, e que deu muito certo, até poderia deixar para quitar o IPVA do Santa em Abril, com o pagamento da segunda parcela do PPR. Sendo assim, quitaria o IPTU antecipadamente, pegando desconto maior, eliminando o débito em conta do valor integral em 10 parcelas, como foi nos dois últimos anos. 

Isso, para nem falar que em Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março deixam de sair alguns valores descontados em folha ou não, o que vai me permitir fazer alguns investimentos, do tipo, comprar um aparelho de ar condicionado, provavelmente via consórcio, o que me permitiria pegar mais algum produto, para completar o valor da carta. Por enquanto é só plano. Como sempre, me preocupo com os meios, primeiro, depois vou ver o que acontece. Ainda teria que decidir onde colocar o aparelho, se no quarto ou na sala, o que me leva a pensar que se for no quarto terei que dar um jeito de reacomodar a tralha de gravação. Se for na sala, será preciso reacomodar a esteira. 

São tudo pequenas coisas, mas que ajudam a o sujeito se sentir eufórico.   

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NORMAL

Toda a rodada do Campeonato Brasileiro acontece hoje, por conta da eleição de amanhã.

Na verdade, ontem à noite já houve um jogo. Foi uma meia maratona televisiva. Enquanto no canal Sony gravava dois episódios em sequência de Ghost Whisperer, seguidos por um de Medium, no Space assistia a um de Without a Trace e logo depois no AXN a estreia da nova temporada de In Plain Sight. Durante os intervalos dos dois filmes que assistia colocava no canal 122 do pay-per-view e anotava o placar do jogo aqui no blog.

Mas decidi publicar o post da categoriaOs Outros apenas hoje, quando vou poder efetivamente acompanhar os andamentos das partidas, junto com as da dupla. O Grêmio joga às 16, o Inter às 18:30 e ainda tem um jogo às 21:00. Não vou poder dormir muito cedo, amanhã tenho que trabalhar antes de votar. Algo me diz que o findi vai passar voando.

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PERDIDO em MEUS PENSAMENTOS

Em 2001, depois de sete anos sem carro, por causa da minha separação, um dia começou a me dar umacoceira para voltar a ter. 

Estava recuperado de quatro meses de perna engessada no segundo semestre de 2000, período em que a dificuldade de deslocamentos me fez pensar em muitas coisas. Seguindo de perto uma pequena tradição pessoal, de que quando está para acontecer alguma mudança grande sempre acontece uma pequena junto, no começo de Fevereiro comprei um Voyage azul, ano 93, e logo em seguida comecei a usar a cabeça raspada.

O carro andava bem, consumia dentro do padrão do motor 1.8 e num dia de junho, com cara e coragem que tenho convicção de não ter mais, peguei os filhos, ele então com 15 e ela com 12 anos, e me toquei a Pelotas, uma viagem de 476 km ida e volta, para visitar a Fenadoce. Sem fazer qualquer tipo de revisão no carro, sem atentar para o estado dos pneus e mais, sem muitra grana sobrando na conta. Não me preocupei com nada. O carro foi e voltou sem problemas. 

No ano seguinte, não fomos. Mas em 2003 e 2004 não perdi a oportunidade de fazer a mesma viagem novamente. Àquela altura o amiguinho já tinha dado alguns problemas, então eu já cuidava mais a parte mecânica, já tinha trocado os pneus, mais uma vez o carro foi e voltou numa boa. Depois daquilo houve ainda uma viagem a Torres, tudo tranquilo.

Em 2005, na reta final para receber as chaves do meu ap., tive que vendê-lo. Ante a demora para a entrega do ap., não resisti e comprei o Santa. Ano 92, mais beberrão, mas um baita carro, que eu chegava a ter medo de dirigir, no começo, por não estar acostumado com tanta potência e tanto tamanho. Nos primeiros dias, andar a 40 por hora era uma imposição. Depois o medo passou, veio a certeza de ter condições de dirigi-lo, e como se sabe, a certeza elimina medo, dúvida, acaba com qualquer lado negativo das coisas. 

Depois de algum tempo os problemas do carro começaram a aparecer, problemas mecânicos, problemas de suspensão, comecei a entender que o carro havia sido batido e que haviam feito vários consertos meia-boca apenas paara deixá-lo em condições de ser vendido. Entendi que precisava trocar as borrachas das portas, porque do jeito que tinham deixado chovia para dentro, portanto, era complicado até para lavá-lo. Descobri, depois, que ele tinha muitos pontos de ferrugem, especialmente na área do porta-malas, para o que comecei a usar produtos que diminuíssem um pouco a incidência e o esfarelamento da lataria até que eu pudesse mandar dar um jeito, o que ainda não pude fazer, mas então o que acontece, quando chove entra água de montão por ali e esta é também mais uma das razões porque evito lavar. Por dentro eu aspiro, cuido, quando lavo tem que ser devagararinho, apenas pano, esponja, um pouco de água e sabão líquido específio, nada de mangueiradas.

Até aí tudo bem.

O que me deixa maluco, entretanto, é que mesmo depois de ele já ter ido a Nova Petrópolis várias vezes, ter ido a Torres, Gramado, Bento Gonçalves, sem dar problema (minto, houve uma vez em que na volta da Serra, depois de deixar meus pais em casa, o moço resolveu encrencar na esquina da Perimetral com a Oscar Pereira, local bom, barbaridade!), ainda não estou bem certo de poder voltar a pegar estrada com ele. Ando todos os dias, de casa para o trabalho, do trabalho para casa, a parte mecânica parece estar em perfeita ordem, a elétrica também. Outro dia troquei uma parte da surdina, troquei as velas, está andando muito. Sei que não vai haver problema elétrico, porque troquei a bateria no verão passado, depois da troca do miolo da ignição nunca mais teve problema, viro a chave todos os dias e ele pega de primeira, não tem por quê não funcionar bem numa viagem. 

Mesmo assim, ainda não estou seguro. Seguro estou de que não pegar estrada está me deixando enlouquecido. Na semana que vem terei um feriadão pela frente e a ideia de não poder viajar por não confiar no carro me alucina. Não era para eu estar pensando nisso, mas penso, e acho que sei o que é, é porque não sei se poderei bancar alguma emergência que eventualmente ocorra no meio do caminho. Na real, na semana que vem teria até que escolher entre viajar e mandar consertar a esteira. Dúvida cruel. 

Mas aí meu instinto de preservação da espécie me diz que sem esteira não dá para ser feliz. Só que sem viagem também não dá. 

E durma-se com um barulho desses.


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