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Dia 322 – 2012

sábado

Hora brasileira de Verão

11:08

Dia ensolarado, com temperatura alta prevista e efetiva. No momento da postagem, 24ºC lá fora. É para chegar aos 29, com nem uma gota de chuva.

Segue o relato de mais uma tarde no hospital, da tarde de ontem.

“Quando chegou o final de manhã recebi uma mensagem dos pais perguntando se eu poderia, mesmo, vir hoje à tarde para cá. Confirmei que sim, e prometi levar mais um lote de fraldas para a vó. Prometi também que chegaria por volta de 14:30. Depois fiquei pensando se conseguiria cumprir a promessa.

Para começar, havia muito peixe no Don Kasteloni, só que não era frito seco, hoje ele tinha mais molho, embora longe de estar ensopado, tinha pimentões verdes e vermelhos (que separei com muito cuidado), cebola, não sei o nome da iguaria, mas estava boa. Comi muito. Saí de lá um pouco depois das 14:00, já imaginando que me atrasaria em busca das fraldas geriátricas, mas arrisquei perguntar na farmácia de dentro do Nacional e tive sorte, o tio tinha três pacotes. Fiz a limpa.

Ao sair dali, quando cheguei para atravessar a José de Alencar, vi de longe que vinha um T5, e daria tranquilamente para atravessar a avenida sem precisar arriscar a vida, e ainda esperei um pouquinho até o veículo chegar. Naquele horário valeu a brincadeira de que felicidade de pobre é pegar o ônibus vazio, e estava com muito lugar a escolher para sentar. O trajeto até o lado do hospital é coisa de seis, sete minutos, e daqui a pouco eu já estava aqui.

Antes de entrar no prédio cruzei com três pessoas, uma delas uma amiga de infância da minha filha, que eu quase não reconheci, pois foi ela quem me viu. Não consigo lembrar o nome dela, agora, mas daqui a pouco vem.

Engraçado, acho que estou ficando velho.

Às 15:03 veio de novo a mesma mulher da GEAP, da terça-feira, para confirmar a falta de evolução do caso da avó. Ficou por cerca de um minuto, se tanto.

Lembrei: a amiga da Dafne com quem cruzei lá embaixo foi a Vanessa Escher. Ela estava com uma senhora e um rapaz.

Entre 15:50 e 15:55 estiveram uma enfermeira e uma auxiliar aqui, para olhar a vó e fazer alguns procedimentos. Reforcei o pedido de trocas de fraldas e de lado. Acho que as enfermeiras estão compadecidas do estado da vó. Falam com ela, tentam estimular, mas ela não reage, não tem jeito. O fisioterapeuta da tia do leito ao lado me deu parabéns pela minha concentração, porque eu abaixo a cabeça e escrevo ou fico com as palavras cruzadas, e eu disse a ele, de cantinho, que se não fizer assim a tia toma conta, e ele concordou comigo que é difícil.

Às 16:30 a mesma enfermeira com quem há quarenta minutos eu tinha falado sobre mudar o lado que a vó estava virada teve que chamar uma outra para fazer o procedimento. Perguntei sobre a troca de fralda e ela disse que ainda não precisava.

Às 16:48 uma das auxiliares que costumam aparecer veio com uma outra menina e trocaram a fralda da vó. Ela perguntou quem tinha virado ela de lado, falei que tinham vindo duas, e ela perguntou se não tinham trocado a fralda, falei que havia questionado a menina de azul para cima disse que não era necessário. Ela então fez um comentário que me fez pensar que há, mesmo, alguma ronha entre enfermeiras e auxiliares.

Ao fazer os exercícios da revista Numerox, me deparei com um problema que já percebi que não acontece com exercícios Cripto e com as palavras cruzadas: sempre penso que vou fazer um exercício limpo, sem rasuras ou borrões por errar o preenchimento dos quadradinhos, mas acontece que muitas e muitas vezes eu erro na hora da transcrição dos números para eles, por absoluta falta de atenção. Como há muitos conjuntos parecidos de números, eu olho para alguns deles nas colunas mas no momento da transcrição me confundo. Como resultado disso, não raras vezes no meio de um exercício limpo eu me pego com números que não combinam quando tudo parecia dar certo e aí tome-lhe borrão para consertar.

Acho que é por isso que estou procurando fazer mais destes que dos outros, é para desenvolver a atenção. Mesmo assim, continuo errando muito, e pior, houve um momento em que me deu uma bobeira irresistível, acabei dormindo mesmo, capotado na poltrona maior, aquela que abraça a gente. Estava ali porque cansei da outra cadeira.

Às 17:18 veio outra garrafinha de água.”

E quando vi, o rapaz que ficaria com a vó apareceu, e já eram 18:38. Mais uma vez, vim voando, antes de 19:20 estava em casa, tive sorte de novo com o T5, e acho que por um km escapei de levar uma multa no pardal do Beira-Rio, onde passei a 43km/h.


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