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Dia 340 – 2018

quinta

Hora Brasileira de Verão

10h10min

Bom, então acontece que existem duas situações que quando se juntam sempre fica alguma coisa a desejar: primeira, que médicos nunca dizem muita coisa aos familiares de um paciente quando as notícias são boas (até porque em geral ao saber da boa noticia o familiar imediatamente meio que “desliga” da preocupação e não escuta mais nada); segunda, que a pessoa que está no limite da resistência física à falta de sono adequado tem um momento em que para de raciocinar.

Então, quando o médico começou a falar em secreção de pus, que era muito menos do que inicialmente se supunha (mesmo que tenha acontecido no intestino), que ela teria que tomar antibióticos e completar o tratamento em casa, eu entrei em off. A parte interessante de tudo isso é que a coisa não era tudo aquilo que se pensava.

Haveria muitas coisas para comentar sobre tudo que aconteceu, mas não tenho muito tempo. Depois as circunstâncias e causos vão sendo esquecidos e o tempo passa. Uma das coisas foi que na noite de terça, quando precisamos de atendimento no shopping, pela primeira vez usei descaradamente a prerrogativa da preferência para idosos no caixa pertinente do Big (eu havia subido para comprar alguma coisa para que a Lisiane pudesse se cobrir, porque o lençol da sala de pronto atendimento do shopping não estava dando conta do frio que ela sentia) para furar a fila, que naquele momento era um pouco grande, mas não tinha nenhum idoso, nenhuma gestante e ninguém carregando bebê no colo.

Agradeço aos socorristas Luis Felipe Cardozo e Eliana Charqueiro pelo excelente e paciencioso atendimento naquele momento de aflição. É o trabalho deles, mas sabe como é. Foi bastante complicado para mim, porque nunca estive na situação de ter que agir numa emergência, nem quando os filhos eram pequenos. Tem coisas que a gente aprende, apesar de que seria muito melhor não ter que passar por elas.

A pessoa não vai ler isso aqui, mas agradeço à mulher que chamou a segurança do shopping quando a Lisiane estava apagada na cadeira de massagem, eu me recusando a sair de perto dela e não tinha ninguém da segurança à vista.

O que importa agora é que a Lisi está bem e espera-se que as dores cessem para sempre.

Vim para casa bem depois de meia-noite. Depois que a cirurgia terminou, o médico disse para eu vir para casa descansar, que a Lisi seria levada para a sala de recuperação e ali ficaria a noite toda. Esperei ela ser levada para ali e depois de um certo tempo pude falar com ela.

Dormi um sono pesado cheio de sonhos estranhos, não acionei o Sleep Better para não me pressionar a sair cedo da cama, mas mesmo assim às 7h30 já estava desperto e pouco depois levantei. Tem coisas da casa para fazer e depois do almoço volto ao hospital. Uma das irmãs da Lisi está passando o dia com ela, então está tranquilo. À tarde volto para lá e fico mais um pouco.

Não sabemos ainda quando será a alta, e eu amanhã volto ao trabalho, se o médico não me der atestado pelo acompanhamento.


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