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Dia 74 – 2012

quarta

Hora da Postagem

15:45

Depois que amanheceu a nebulosidade do final da madrugada se transformou em dilúvio. Amanheceu mas não clareou. A temperatura lá fora parece ter sofrido recuo, mas na parede seguiu acima de 27ºC.

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E AGORA?

Enquanto o Correspondente Ipiranga e o Sala de Redação davam como sendo de 22ºC a temperatura em Porto Alegre, eu estava fechado dentro de casa com o ar ligado e o termômetro registrando de 27 a quase 28.

Mas de tanto escutar os tais 22 resolvi dar o braço a torcer, desligando o ar e abrindo as janelas. Quando fiz isso o termômetro assinalava 27,3.

Vinte minutos depois, sem nenhuma ou quase nenhuma circulação de ar, o termômetro bate nos . Minha sorte é que não preciso mais me perguntar o que é que eu vou dizer para as crianças, lá em casa?

   

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PORTO ALEGRE é o CAOS

No começo da tarde escutei notícias na rádio, escutei o Sala de Redação, vi imagens e li mais notícias na ZH digital.

Uma das causas do tamanho estrago que a chuva fez na cidade foi que no começo da manhã choveu mais de metade do esperado para o mês inteiro. A pergunta que me faço é e daí?“. Me impressiona e não consigo acreditar que a cidade esteja preparada apenas para o caso de chover pingadinho.

Supondo que hoje tenha chovido mais da metade do esperado para todo mês, amanhã chova a outra metade e depois não chova mais, durante dois dias a cidade está condenada ao caos e paralisação?

É inacreditável.

O inverno brasileiro costuma ser chuvoso em várias regiões. E será a época de realização da Copa do Mundo. O que mais será preciso dizer? O que mais precisa acontecer para que sejam feitos mais investimentos de infraestrutura na cidade?

*

P.S.: o Arroio Cavalhada transbordou. Várias casas de uma vila ficaram alagadas, nas proximidades da Av. Icaraí, que teve uma parte bloqueada. Agora à tarde houve sobrevôo de helicóptero na área, mas não deu para perceber se era da Brigada ou da imprensa.

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É um JEITO

Há alguns meses formulei para mim mesmo uma estratégia de que para passar dois anos sem férias era preciso levar a vida como se estivesse em férias. Depois abandonei a ideia de ficar tanto tempo trabalhado direto. Mas me ocorreu que a ideia de viver como se já estivesse em férias pode ser boa. Boa e muito útil. É uma proposição não baseada em controle de gastos, mas em administração do tempo livre.

É bem simples: quando se está em férias, uma das primeiras coisas que deixamos de lado é a preocupação com rotinas, em especial as que se relacionam a trabalho. Viver como se já estivesse em férias significa, para mim, ler muito, dormir quando tiver vontade, comer quando tiver vontade.

Abre parênteses.

Falando em dormir quando tiver vontade, foi o que fiz entre 9:12 e 11:20. Tinha acordado às 5:35, como num dia normal de trabalho, para assistir gravações de filmes ainda da segunda-feira. Nessa incursão de duas horas no mundo dos sonhos, onde tudo é possível, estive onde não queria estar, com algumas pessoas de quem não gosto, conheci gente que nunca vi mas que me conhecia, me apaixonei por alguém que não se importava de ser vista andando em público acompanhada por um sujeito usando camiseta e ceroulão.

Fecha parênteses.

Ao dar aquela dormida extra na parte da manhã, o que fiz foi deixar claro, para mim mesmo, que de agora em diante todos os dias podem ser vividos como se eu estivesse em férias, e não é porque vou eventualmente dormir um pouco menos à noite que terei problemas na agitação do trabalho, ao longo das manhãs, ou por ter que dirigir antes das 7 e depois das 13 horas. 

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SEM QUERER

Enquanto lá fora a chuva bate forte contra as janelas, fico pensando que talvez eu pudesse me juntar àqueles que em dias como hoje se sentem tristes, são assaltados pela melancolia, se sentem impotentes diante da cara do dia.

Até podia.

Mas se isso acontecesse, minhas razões talvez não fossem as mesmas, talvez sequer parecidas com as da maioria. Num dia como hoje a maior razão para ficar triste é que, por menos que eu queira, vai chegar uma hora em que a chuva vai parar, o dia vai acabar, vou ter que dormir e voltar à rotina normal de trabalho, amanhã.

Que coisa bem boa poder ficar em casa num dia como hoje!

Escolhi meu dissídio a dedo, mas não sabia que seria contemplado com um dia assim. Chuva lá fora, eu aqui dentro com geladeira e despensa cheias. Melhor ainda do que isso: com ar condicionado para afastar o calor que bate por ter que ficar com tudo fechado.

No começo a chuva não estava forte, tinha deixado as janelas abertas. Mas depois que apertou começou a chover para dentro, então tive que fechar, e aí o bicho pegou.

A meu juízo, está um dia perfeito.

Obrigado, Senhor!

Foi tanta chuva que o Guaíba e o morro desapareceram.

...


1 Comments Add Yours ↓

  1. picida ribeiro #
    1

    O drama das chuvas continua sem solução. Todo ano, mesma coisa. parece reprise. São Paulo não suporta 10 min. de chuva…e nada se resolve, muito se promete…



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