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Do Nada…

…ao LUGAR NENHUM 

Uma coisa que tenho dificuldade em entender é como pode uma pessoa sozinha produzir tanta sujeira, porque a cada dois, três dias já tem montes de papeis e tufos de pó espalhados pelo chão. Pelos papéis eu até assumo a responsabilidade, mas os tufos de pó não têm explicação a partir da minha pessoa. Não que eu passe o tempo todo limpando, mas o que eu menos faço é lidar com coisas que produzem pó.

Não dá para entender.

Falando nisso, preciso comprar outro pacote de sacos para o lixo seco. A semelhança de cores pode fazer com que eu me confunda na hora de largar nos contêineres.

Hoje eu queria botar um monte de papel fora, escrevendo. Bom, um monte talvez não, mas podia ser relativamente fácil eu me livrar de pelo menos três folhas, digamos assim, se bem que no meu material de rascunho o que menos tem são folhas regulares de papel. São encartes de jornal, embalagens de papelão fino dos mais variados produtos, docs duplicados de faturas de contas a pagar e até mesmo tickets de caixa o que compõe a papelada de rascunho que costumo usar. Mas nem sempre tenho sobre o que escrever, o que me obriga ou a desistir, ou a dar uma enrolada para ver se surge algum assunto que me permita desovar algumas folhas, diminuindo a altura da pilha no canto do balcãozinho. Nem sempre consigo.

Uma ideia que já me ocorreu é que eu poderia gastar o dobro da quantidade de material se em vez de publicar de primeira o que escrevi eu fizesse uma espécie de revisão do rascunho. No caso, seria o mesmo que escrever um rascunho do rascunho. Gastaria mais papel e também mais tinta de caneta, o que não sei se seria vantajoso. De toda maneira, escrever rascunho ainda é um bom jeito de me livrar da papelada sem me sentir culpado por desperdiçar um recurso que vai, mesmo, ser reciclado, e também por ter que gastar comprando material novo.


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