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Dois Lados

O CERCO BOM

A pessoa que está ao lado tem que ser uma incentivadora. Não se pode prosperar quando se tem por perto alguém que nos puxe para baixo. Nessas horas é também muito bom pensar sobre o quanto nós somos estimuladores para as outras pessoas. Geralmente pensamos muito no nosso lado, quando alguém nos puxa o tapete, mas quando somos nós a tirar o apoio dos pés alheios?

Neste ponto não me constranjo em dizer que sou um pouco fora da curva, porque, embora tenha os pés no chão o suficiente para saber que todo e qualquer plano material, e todo e qualquer envolvimento pessoal são suscetíveis a riscos de uma maneira geral, nunca sou eu a apostar que as coisas não vão dar certo. Sempre trabalho com alternativas que vão de A a Z. Sempre tem jeito de transformar limões em limonada, musse, torta, bolo, creme, gelatina, sempre se pode aproveitar alguma lição.

Talvez por isso não devamos nos abrir tanto em determinadas questões mas sempre penso que poderia ser de grande ajuda falarmos depois que as coisas acontecerem. Termos um registro dos passos e estratégias que seguimos com vistas a alcançar nossos objetivos. Na maior parte das vezes as pessoas querem ajudar mas não sabem dar bons exemplos neste sentido. Sacam a negatividade de algum canto da memória e a expõem achando que estão ajudando.

Isso, para nem falar em pessoas que efetivamente não estão interessadas em dar estímulo, que se acomodaram e não conseguem conviver com quem tem mais disposição para a disciplina pessoal e uma maior capacidade de reação, além da vontade de mudar.

Quem faz planos, quem se permite envolver em um relacionamento que tem tudo para ter futuro (o que incrivelmente ainda acontece) tem que ter alguns resguardos. Muita gente que às vezes não sabe o que fazer da própria vida gosta de dar pitacos na vida alheia, especialmente quando percebem que a pessoa tem luz própria. Sem dúvida, são pessoas que merecem levar uma luz alta na cara.

Isso a gente pode fazer dando nosso próprio exemplo, com resultados. As explicações podem ficar para depois. Resultados mostram quem estava, esteve e está com razão. É uma lição dura a ser aprendida e eu ainda estou no caminho para chegar lá. Posso pelo menos afirmar que sou do tipo estimulador. Estimulo a autoconfiança, o amor próprio e a crença na capacidade pessoal de cada um.

Não vejo como poderia agir de outra forma.


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