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Drible Que Ajuda

PARA QUEM TAMBÉM TEM MEDO

Como já foi escrito aqui anteriormente, sou bastante conservador e muito medroso quando se trata de aplicações financeiras (porque investimentos em imóveis não me assustam), tanto que a única em que eu ainda confio e invisto sempre que posso é a caderneta de poupança, mesmo com tudo que ela tem de negativo com relação aos rendimentos.

O principal argumento dos economistas, especialistas, e até de amadores, contra a aplicação na poupança, é de que ela rende menos que a inflação, ou menos do que outros tipos de aplicações (algumas de médio e alto risco), o que é rigorosamente verdade. Tendo que lidar com esta realidade adversa e sendo medroso demais para tentar outras formas de aplicar o dinheiro, para nem falar em conservador do ponto de vista da liquidez do investimento, tive que desenvolver uma estratégia para compensar o baixo rendimento da poupança.

Também já descrevi este processo aqui, anteriormente.

A nossa economia tem uma lista de indicadores de inflação que medem a evolução de preços de produtos e serviços. Há pelo menos dez indicadores, sendo os mais famosos o INPC, o IPCA, o IGP-M e o INCC. Todos eles medem a inflação em nível semanal, mensal, anual. E cada um deles aponta um valor diferente para os níveis de inflação. Sempre que se fala em poupança a minha impressão é de que as pessoas sempre se referem a valores fixos, e neste sentido a poupança vai sempre render menos do que o que qualquer indexador apontar, mas e se os depósitos fossem corrigidos pela inflação?

Vou dar um exemplo usando números redondos, para facilitar a explicação.

Supondo que eu faça um depósito de R$ 100,00. Se a poupança render meio por cento, ganharei R$ 0,50. O que eu faço, então? Diminuo os R$ 0,50 dos 100, ficando com R$ 99,50. Este valor eu reajusto pelo maior dos indexadores da lista, em geral o INCC ou o IGP-M, e com isso meu segundo depósito será de um valor maior que os 100 iniciais. Fazendo isso todas as vezes, vai-se ter o depósito de um valor atualizado pelo maior indicador de inflação, o que fará com que por alguns meses o novo depósito seja sempre superior ao dos R$ 100 iniciais.

Depois deste prazo os depósitos nominais tendem a se tornar menores e os juros começam a aumentar. É como eu faço para driblar os efeitos da perda da poupança. Fazendo depósitos reajustados por algum indicador de inflação (no caso, sempre o maior).

Para mim é coisa que dá muito certo.


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