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E agora?

MISTÉRIO QUÂNTICO

Anos atrás, quando os filhos ainda moravam lá em casa, compramos letras em madeira com as iniciais de cada um de nós. Um J para Jeison, um D para Dafne, um N para Nilton. Eram (e ainda são) letras que ficaram penduradas na parede por um aro nelas incrustado na parte de cima, e na parte de baixo têm um gancho para pendurar chaves. Depois que eles saíram, as letras continuaram lá, penduradas, mas na verdade sua função sempre foi muito mais decorativa do que outra coisa, porque sempre tivemos um outro chaveiro maior e mais seguro na parede, onde deixávamos as chaves.

Agora, com a chegada da Lisiane, ela estava sempre brincando, dizendo que era excluída da parede, porque não tinha um L do mesmo feitio das outras letras. E eu não lembrava mais de onde elas haviam saído.

Ontem, andando em NP, entramos numa loja de artesanatos em que já havíamos entrado antes, inclusive eu já havia estado ali várias vezes depois de ter comprado as antigas letras. Já havia entrado ali com a Lisi, também. Mas ontem eu resolvi dar uma olhada com mais atenção em todos os mostruários e então encontrei um com aquele mesmo padrão de letras. E havia de tudo, menos o L. Olhei muito, revirei todas as alças com muito cuidado, procurei até mesmo na parte de baixo, onde haviam muitas outras peças diferentes, e não encontrei.

Quando já estava desistindo, pensei em dar uma última revirada geral nas coisas, e aí aconteceu o que confirmou o dogma da Teoria Quântica que mencionei no post anterior.

Segundo este dogma, nunca se sabe se uma coisa está ou não está (ou como está) num determinado lugar, até que se a procure ou observe. De acordo com a experiência da dupla fenda (há vários livros e o filme Quem Somos Nós, que explicam), o átomo pode se comportar como onda ou como partícula, conforme seja observado. Quando o observador se concentra, a coisa acontece.

Então, ontem, quando decidi dar uma última olhada nas bugigangas expostas abaixo dos expositores onde encontrei todas as outras letras, concentrado na procura, apareceu um L. Inacreditável, mas o fato confirmou a questão de sermos co-criadores da nossa realidade, ou, como dizia o Dyer, aquilo em que concentramos nossa atenção é o que atraímos para nossa realidade.

Foi interessantíssimo, mas também deu trabalho, porque o valor da peça era tão baixo (R$ 4) que a tia não quis passar o cartão, e tivemos que ir ao carro pegar dinheiro. Menos mal que não estava parado muito longe.

E agora não tem ninguém excluída da parede por falta de inicial do nome.


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