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Eco-Indiada

O PESADELO CONTINUA

A viagem para Nova Petrópolis estava indo mais ou menos bem até eu sentir o cheiro de queimado elétrico pela primeira vez. Mas o problema parecia ser, mesmo, a perda de potência que a Eco apresentara anteriormente. Até que faltando menos de 20 km para chegar ao destino a força do carro foi para o espaço.

Então, a coisa é assim: agradeço a Deus pelo fato de o problema ter acontecido num ponto da estrada em que havia uma área de escape para poder tirar o carro da pistaIndiada (5). Antes disso, agradeço a Deus por ter feito um dia de sol e temperatura aconchegante. Teria sido bem pior se houvesse chuva e vento.

Agradeço a Deus por eu estar acompanhado de uma pessoa muito legal, compreensiva, que em nenhum momento se aborreceu com a situação. Ao contrário, considerou a coisa toda como uma aventura digna de ser descrita aqui.

Agradeço a Deus por ter me dado um grande amigo, o Sergio Bula, a quem eu incomodei sem nem perguntar o que ele estava fazendo naquele momento (que era por volta de meio-dia). Seja lá o que ele estivesse fazendo, não mediu esforços, via ligações ou torpedos pelo celular, para me passar números de telefones que eu pudesse contatar para obter ajuda na região de Nova Petrópolis. Graças à ajuda dele pudemos contatar a Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os números de dois serviços de guinchos. A pessoa da PRF com quem falei disse que um deles com certeza me atenderia, e isso efetivamente aconteceuIndiada (6).

Quando a Eco já estava em cima do caminhão, o guincheiro, Seu Ary, um gringo alemão boa praçaIndiada (10), queria saber o que eu tinha em mente. Ele já sabia que eu não tinha hotel reservado em NP. Eu até nem sabia direito o que fazer, mas ele deu a informação definitiva e decisiva: dali até Nova Petrópolis o guincho custaria R$ 120,00; dali a Porto Alegre, R$ 240,00. E ele conhecia a Sertório e o Big.

Então combinamos que ele pegaria a Sertório, e quando chegássemos próximos à revenda onde comprei a Eco, eu buzinaria e lhe indicaria o local. E assim viemos de volta para a Capital.

Uma vez no pátio da revendaIndiada (11), eu de cara vi o meu vendedor, mas primeiro tinha que pagar o Seu Ary. Tinha comigo R$ 150,00 da verba da renovação de fé. Os outros R$ 90,00 eu consegui ali mesmo com o pessoal da Nakar, em troca de eu ir depois ao Big pera pegar o valor, apenas para liberar o guincheiro.

Como havia bastante gente olhando carros naquele momento, o pessoal se prontificou a saber qual tinha sido o meu problema, o que demonstrei. Com o motor ligado, primeira marcha engatada, pisava no acelerados, o motor respondendo bem, mas o carro se arrastava. O rapaz me disse que aquele problema não estava na garantia, mas conseguiria liberação junto ao seu gerente.

Caso isso não ocorra, vou incluir os R$ 90,00 que me deram para completar o guincho como parte do pagamento do conserto. Que ficou para segunda, claro.

Quando saímos dali, minha amiga e eu pegamos um ônibus, fomos para o Centro Histórico e lá nos dirigimos ao Rua da Praia Shopping, onde finalmente comemos alguma coisa. Passava das 16:30. E foi isso mesmo, todo este tempo sem comer nada. Depois, perto das 18, a acompanhei até o terminal do ônibus que ela podia pegar para ir para casa. E eu, por sorte, tinha um fio de fones de ouvido na mochila, o que ajudou bastante na volta de ônibus para casa.

E mais tarde a previsível derrota do Grêmio para o São Paulo fechou o dia.

Para ver mais imagens da Eco-Indiada, acesse o link https://www.facebook.com/QuemVaiQuererSaber?ref=hl.


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