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Escritor Interrompido

SEM DIÁLOGO

Há aquela jornada que todos nós fazemos (ou deveríamos fazer) ao longo da vista que leva ao aperfeiçoamento pessoal. Alguns de nós nem sabem o que seja. Outros têm preocupação com isso que as acompanha por toda a sua existência. Uma frase de efeito diz que o que se leva da vida é a vida que a gente leva.

Quando a vida que a gente leva é tão comum que não leva a nada, a gente quando sai dela não leva nada. Quando o pensamento é vivido sob a ótica materialista, a primeira coisa que se pensa é que realmente, da vida não se leva nada, não importa como a tenhamos vivido. Todo nosso legado é deixado para trás. Mas quando se vive sob a ótica do Espírito, nada do que foi feito aqui permanece neste mundo. Tudo é levado para o outro lado.

E lá acontecem as transformações.

Pois quando eu pensei que havia me sentado para escrever mais um pouco meu estômago começou com a DR.

Sempre penso que tudo pode ser negociado e sempre me achei um bom negociador. Pensei em chegar a um acordo do tipo Ganha/Ganha, mas eu podia claramente escutar seus rosnados, e a cada um deles o estômago parecia dizer, velho, a tua argumentação é fraca.

Pensei em deixá-lo falando sozinho. Ninguém gosta de falar sozinho. Quando percebeu minha estratégia, os rosnados ficaram mais altos. Ele passou a gritar que queria, e queria agora.

Sem alternativa, me vi obrigado a ceder. Claro que eu sabia que ao fazê-lo perderia totalmente o controle sobre a ideia que me levou a escrever. Ao mesmo tempo em que aquela se perdia, uma outra apareceu, e então depois talvez eu me atire a produzir mais um texto.

Meu estômago irredutível.


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