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Gratidão Eterna

EM EVOLUÇÃO

A lembrança dos peixinhos da Cobasi me acompanharam durante a madrugada, quando perdi o sono, bem como a lembrança de uma certa dificuldade para sair com a Marau do lugar onde havia estacionado na quarta-feira, porque o carro ao lado estava mal parado, limitando os movimentos do meu carro. De frente para o meio fio da passagem de pedestres, precisei acelerar forte para vencer o desnível, quase fazendo a Marau pular como um touro bravo.

Pensar nos peixes me levou a imaginar várias e várias situações, desde os cuidados com eles e seu ambiente no aquário até o fato de eu ser do tipo de pessoa que pode ficar muito tempo parado na frente do aquário tentando interagir com os peixes, ou só para observá-los. A lembrança do problema no estacionamento me levou a pensar em várias situações, a começar pelo tempo chuvoso e a certeza de que em dias de chuva o comportamento de alguns outros motoristas complica bastante as coisas, para nem falar na tinta gasta e na marcação quase apagada das vagas de estacionamento atrás do colégio Parobé.

A vigília começou quando acordei do segundo sono e lembrei que tinha que tirar do congelador uma garrafa de 600 ml de Sprite, que trouxe para o lanche da manhã. Também lembrei de fechar a janela da área de serviço, mas não chegou a chover para dentro. E também me chamou a atenção o problema do cabo em que o celular estava carregando para manter ativo o Sleep Better. Em vez de carregar, o celular estava descarregando, e é um problema do cabo. Tenho outros cabos em casa que estão operando bem, e há um vindo da China, comprado pela internet.

A Lisiane brinca que em vez de dormir eu fico cuidando da vida dela, mas gosto de olhá-la enquanto dorme. Ontem tive oportunidade de agradecer a ela (e me emocionei bastante) pelo fato de ter brigado muito comigo para que eu deixasse de ser um acumulador inconsciente de papel. O pensamento ilusório de que um dia eu escreveria bastante e através disso conseguiria descartar aquela imensa quantidade de papeis, que só crescia e eu não vinha escrevendo quase nada, era exatamente isso, uma ilusão.

A influência da Lisi foi decisiva para uma mudança de pensamento que levou a uma mudança de comportamento, e agora eu não vejo mais aquele monte de papeis na parte de baixo da estante da sala e percebo que não me faz falta nenhuma. É verdade que o que os olhos não vêem o coração não sente. Como escrevi anteriormente, separei uma pilha de papeis que para mim representam um desafio e separei todas as folhas que têm um lado que pode ser usado para impressões diversas. Saíram três sacos grandes de lixo lotados de papelada e há um quarto saco que será aproveitado para outros descartes.

Eu estava com os sintomas de uma doença e se não fosse pela interferência da Lisiane continuaria com um problema grave, sem a menor consciência, e pior, acreditando que não tinha nada, como se a compulsão por guardar papeis e embalagens de produtos fosse uma coisa normal e natural. Também já disse a ela que apesar da lentidão do processo, por causa dela estou me tornando uma pessoa melhor.

Amo muito essa guria.

O rascunho deste texto consumiu três pedaços de uma embalagem de papelão de um filtro de ar condicionado e avançou por parte da DANFE (Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica) da compra feita em junho de 2017 da câmera automotiva que está na Marau (relembrando que na época tive um problema com a internet no momento do pedido e acabei comprando duas peças).


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