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Hábitos Fortes

NOÇÃO de BASTIDORES

Meu lado jornalista sempre me faz pensar na questão da preparação e manutenção de um espaço dinâmico como um blogue, mas esta não é nem de longe a minha inspiração. Sempre penso em temos de cobertura jornalística, e sem trabalhar no meio entendo que muitas coisas tenham que ser pensadas, para nem falar que o que eu penso que deva acontecer pode não ser sequer a metade do que realmente seja preciso fazer.

Por exemplo, a cobertura de um jogo de futebol numa quarta-feira às 19:30. A equipe da rádio já está no estádio bem antes, ali pelas 17 horas. Um programa de pré-jornada já é transmitido de lá. O pessoal da rádio não pode correr o risco de ficar preso no trânsito. As equipes dos times que vão jogar têm que estar no estádio horas antes do início da partida, claro.

Para o pessoal da rádio estar no estádio bem antes, muitas outras coisas têm que estar resolvidas individual e coletivamente. Se não for assim a coisa não funciona.

Trazendo isso para um blogue de caráter dinâmico como o Quem Vai Querer Saber. Quando menciono caráter dinâmico estou me referindo ao fato de que o conteúdo textual da tela principal está em constante mudança. Ela não fica estática. Muda às vezes mais de uma vez por dia. Às vezes fica a mesma por 24 horas, mas não passa disso. A preparação de uma publicação, mesmo que os textos sejam criados diretamente na telinha (o que de fato acontece com os referentes ao futebol), não poderia começar em cima da hora.

Em termos práticos, os únicos textos publicados aqui que podem ser criados sem qualquer tipo de preparação maior são os dos pitacos nas partidas de futebol. Todos os outros requerem algum tipo de preparação (na maior parte das vezes com boa antecipação).

  Um post do diário, por exemplo. Supondo que seja publicado às 10 horas. A preparação deve começar no mínimo às 9, se não antes. Começa com a foto da cara do dia, passa pelo rascunho do texto, digitalização e montagem da previsão do tempo que completa a imagem. Na maioria das vezes ao efetuar uma publicação, poucos minutos depois já estou pensando na seguinte.

Uma parte interessante de tudo isso é que depois se aprende a estender essas rotinas para outras áreas da vida. No meu caso praticamente tudo que faço agora (e eu curto este agora com bastante consciência) é feito com vistas a uma situação de futuro. Dou mais um exemplo: embora não precisasse fazer comida para hoje, domingo (19.06.), aproveitei um curto período de uma hora e meia, entre o final da corrida de F-1 e o início do Sala de Domingo, para além de acompanhar pelo menos um dos jogos das 11 horas, do Brasileirão, também cozinhar, já pensando na noite de quarta-feira, que por ser dia do aniversário do meu filho e por estarmos com uma viagem programada, não teria tempo nem como lidar com comida na hora, na volta.

Do que fiz hoje uma parte vai para o freezer; outra parte ficará em uso para terminar na noite de quarta e eu sem precisar cozinhar nada na hora. Nem montar salada.

Até mesmo a questão da disciplina de não deixar nada na pia da cozinha para ser lavado de um turno para outro (que é posta em prática em 9 a cada 10 vezes) é uma estratégia de pensamento no futuro. Este tipo de coisa funciona e pode ser adaptada para a grande maioria das situações de vida. Considero um dos principais fatores de obtenção de qualidade de vida, não só para quem está envelhecendo e precisa se manter alerta, mas para quem mora sozinho, independente da idade.

E para dar mais uma prova do que estou me referindo, este texto está sendo criado no domingo para ser digitalizado e agendado para publicação na quarta-feira. A ideia é fazer duas publicações, a do diário e esta, quando estiver fora de casa, viajando. É uma coisa que gosto de fazer, e que necessariamente precisaria de todo um processo de criação antecipada.

Pela satisfação pessoal e por manter a cabeça funcionando, vale muito a pena.


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