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Lidando Com o Leão

Esta postagem tem como finalidade mostrar a quem está na mesma situação que eu, aposentado ainda na ativa, que pode estar vivendo sozinho (ou até mesmo acompanhado), que não é impossível a pessoa se autoadministrar de maneira positiva e produtiva.

UM JEITO de FAZER

E aí a pessoa que tem duas fontes de renda, como eu, que ainda trabalho mas já estou aposentado, que passou o ano inteiro descontando IR na fonte nas duas, mas só pode abater de uma, descobre que depois de quase 5 mil na que abate mais, deveria ter pago 12, porque o total dos rendimentos considerado é a soma das duas fontes.

É isso mesmo, gente, o governo soma os totais, mas só permite o abatimento de uma das fontes. E mesmo que permitisse o abatimento das duas, o total do imposto devido não baixaria de uns 10,5 mil, ou seja, ainda teria que pagar o dobro do que já foi pago. Se faria diferença? Claro que faria. Para quem deve e para quem recebe, mas quem recebe é que faz as regras.

Por isso é que é interessante a pessoa na condição de ter duas fontes estabelecer uma estratégia ao longo do ano, como, por exemplo, não mexer no FGTS, ou colocá-lo numa poupança todo mês para juntar a verba do pagamento da diferença do IR. Por isso a pessoa não pode incorporar a segunda fonte (no caso a aposentadoria, ou o inverso, a do trabalho que ainda exerce) no seu estilo de vida. Uma das fontes deve ser usada para investimento. A diferença no IR não precisa ser paga à vista, pode ser parcelada em 8x, reajustada mensalmente, e embora o valor do reajuste seja irrisório na comparação com o valor de cada parcela, ainda é maior que o rendimento da poupança para o mesmo valor mês a mês.

Este ano eu resolvi pagar à vista, e por isso cortei gastos com cartões de crédito entre janeiro e abril (a não ser com livros, e mesmo assim só comprei nas melhores datas de apenas um dos cartões, e nunca valor superior a R$ 120, pagos em fatura única), para poder acumular um valor próximo ao saldo devedor do IR o suficiente para não precisar pelar a poupança, para a qual continuo transferindo valores, apenas em volume menor, para também ajudar a acumular valor na CC.

Então é assim: para quitar à vista o saldo devedor do IR no final de abril eu venho, portanto: transferindo diariamente para a poupança uma quantia menor do que a de sempre (mas que a permite seguir crescendo, e é isso que importa), desde o fim de novembro, quando fiz a troca de carro; acumulando os saques do FGTS (que uso para as renovações de fé na Lotofácil e Lotomania, depositando na CC as eventuais sobras de tempos em tempos, já que o gasto mensal com as apostas chega a pouco mais da metade do FGTS recolhido a cada mês); cortei gastos com os cartões de crédito a fim de engrossar o valor guardado na CC.

Vai dar para pagar o saldo integralmente sem mexer na poupança? Com certeza, não. Mas o que vou tirar de lá não vai chegar a 50% do saldo devedor do IR.

Tudo isso é feito dentro de um planejamento estratégico resultado de uma decisão, e, como se pode notar, eu ajo com a intenção desta decisão. Decisão, intenção, foco no pagamento à vista do saldo devedor do IR, comprometimento pessoal com relação à execução do plano, o que requer disciplina, que não pode ser uma coisa ruim, afinal é só olhar os resultados.

Alguém pode questionar, a gente faz isso aí e então não vive. Depende do que se define por viver. Se for deitar a cabeça  no travesseiro e não se preocupar com as contas de maneira geral e com como vai pagar o saldo devedor do IR de maneira específica, a vida pode se tornar maravilhosa. No meu caso, não tenho dúvida. E se alguém ainda achar que não é o bastante, então posso dizer que mesmo com o foco no objetivo dos primeiros quatro meses do ano, além de ter comprado livros (que é uma coisa que interessa para mim, mas cada pessoa tem os seus interesses), até agora já estive pelo menos 4 vezes em Nova Petrópolis, e isso não influiu em nada no planejamento e muito menos em sua execução.

Antes do final de abril, quando for a hora do débito em conta do saldo do IR, poderei ter feito ainda outras viagens, não necessariamente para o mesmo destino.

E então?


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