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Na Insistência

PARA DORMIR TRANQUILO

Se tem uma coisa que aprendi na vida foi a não ter medo de passar por egoísta e não ficar ajudando os filhos a sobreviverem na vida adulta para depois contar com a boa vontade do governo para me ajudar a sobreviver da aposentadoria. Já escrevi sobre isso. Milhões de pessoas adotam este modelo e depois não só passam trabalho por conta da aposentadoria mínima, como ainda não podem contar com os filhos, em boa parte das vezes, por não os terem ensinado a se virar sozinhos.

Ou se vêem obrigadas a trabalhar até caírem mortas. Também já escrevi a respeito.

Vou dizer de novo: eu não nasci sabendo administrar dinheiro. Isso foi coisa que aprendi a fazer tarde demais, até, para meu gosto. E ainda assim não posso afirmar com absoluta certeza que vou conseguir viver bem a partir de 2023, e não posso sequer afirmar que vou conseguir montar um pé de meia nos próximos cinco anos que me dispus a trabalhar para isso.

O que posso afirmar é que todo mundo deveria se preocupar com isso desde cedo, porque lá adiante nenhuma das coisas que se fez hoje para “aproveitar a vida” vai ajudar a aproveitá-la na velhice, a menos que este aproveitamento tenha incluído uma prevenção para o futuro.

Volto a este assunto que parece chato tanto para quem é muito jovem quanto para quem já se aposentou e ainda trabalha ou para quem está prestes a se aposentar e ainda não tem reserva financeira porque ontem reli um trecho de um dos livros da coleção Pai Rico, Pai Pobre, e é impressionante como é fácil se identificar com quem vive como se não houvesse um amanhã financeiro para cuidar.

Há uma realidade com a qual todos temos que contar: o modelo previdenciário brasileiro está falido. Amanhã ou depois a bolha vai estourar, e é preciso que todos estejamos preparados. Meu recado vai para quem está no meio do caminho, sim, ou em situação semelhante à minha. É preciso pensar no futuro, aproveitar oportunidades, fazer investimentos, não precisa ser nada mirabolante, mas dá para levar uma vida boa e junto a isso criar um pé de meia.

Eu invisto em poupança e consórcios, são duas coisas pequenas, que podem ajudar. Parte dos consórcios me permitirão investir em imóveis. Todo mundo deveria tentar pelo menos uma dessas possibilidades. As pessoas têm dinheiro para fumar, para beber, para gastar com coisas que não precisam de verdade, e para o que é necessário têm também sempre uma boa desculpa.

Eu já tive as minhas, mas aprendi a fazer o que for necessário e que esteja dentro da lei para fazer o que acho e tenho que fazer para poder estar com o boi na sombra, como se diz, no dia em que parar de trabalhar de vez.

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