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No Primeiro Dia

PARA COMPENSAR a COMILANÇA

Bom, então aconteceu cedo um passeio pela praia na manhã do Ano Novo. Eu achava que a praia estaria suja em função da rave de réveillon, mas havia gente da prefeitura de Palhoça com carrinhos e até uma patrola para juntar o lixo, e também havia gente voluntariamente fazendo isso. Até eu dei uma pequena colaboração ao encontrar uma taça de acrílico quebrada enterrada na areia.

Não havia tanta sujeira.

As praias são talvez os lugares mais democráticos do mundo. Também são o que se pode chamar de festa estranha com gente esquisita. Seja a pessoa um boto ou uma sereia, macho ou fêmea seja a pessoa uma baleia, há lugar para todo mundo. Ali as pessoas não se constrangem nem com o aspecto nem com a forma do corpo que as levou até o mar. Ali se curte o mar, e só ele importa.

Caminhar na beira da praia pode significar uma espécie de limbo existencial. Ali pode-se não pensar em problemas. As preocupações podem se resumir a tentar desviar das ondas eventualmente mais fortes (ou parar e curti-las), não se assustar quando a areia parecer desaparecer de sob os pés e fugir dos funkeiros que caminham com uma caixinha de som na mão.

De toda maneira, a sensação é de que sempre é coisa para fazer de novo.


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