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No que Mais Você se dá Bem?

“O êxito é acordar de manhã. seja você quem for, esteja onde estiver, jovem ou velho, e pular para fora da cama porque existe algo que você gosta de fazer, algo em que você acredita, para o qual você é bom. Algo que é maior que você e dificilmente pode esperar para retomá-lo hoje.” – Whit Hobbs

SEMPRE PODE HAVER MAIS

Bom.

De novo, eu não conheço o senhor Hobbs. Concordo em gênero, número e grau com a frase dele. Antes de mais nada, é preciso atentar para o que está dito. Seja você jovem ou velho. Ou seja, ele não está se referindo a alguma coisa em caráter especificamente profissional. Do alto dos meus quase 58 anos, posso falar sobre as duas coisas, mas sobre termos profissionais há milhões de livros escritos, cursos, dicas, ensinamentos, fundamentos.

Para quem tem mais idade, a imensa maioria da bibliografia trata de assuntos referentes a ansiedades, inadaptações e solidão na velhice, para nem falar nos problemas de saúde.

O tema da velhice e da aposentadoria tem dois vieses que não são excludentes, mas que são em geral tratados separadamente. Um é a questão do se você é o que você faz, então, quando não faz, não é, que leva muita gente a esticar indefinidamente o tempo em que permanece no trabalho. O outro é o lado dovocê não pode estar só, se gostar da companhia de quem fica quando está sozinho.

A frase do senhor Hobbs aponta para uma realidade que me diz respeito no tocante ao exercício de dons naturais e outros interesses pessoais aos quais decido boa parte do meu tempo livre, e que sempre há alguma coisa a se desenvolver, algum projeto ou alguma habilidade que possa nos trazer muitos bons momentos de felicidade e, acima de tudo, tranquilidade.

Volto a dizer (que é o mesmo que eu dizia antes de me aposentar, que mantenho para 2018, quando parar em definitivo) que só vai se sentir inútil ao parar de trabalhar a pessoa que ao longo da vida não se importou e/ou não de interessou em desenvolver interesses paralelos ao trabalho. Fora dele, qualquer outro interesse ou habilidade desenvolvida podem significar muitas coisas, inclusive continuar trabalhando em alguma coisa que goste (mas que seja um gosto fora daquele com que ganhou a vida).

   E mais, trabalhar como autônomo, sem compromisso. E se não acontecer de ganhar dinheiro, como eu não ganho escrevendo, sempre resta o lado do fazer por lazer, por prazer. Simplesmente fazê-lo e se sentir bem com aquilo. Sem compromisso, sem prazos a cumprir, se for o caso, e se tiver prazo, este poderá certamente não ter qualquer urgência.

Escrever, ler, cantar, até mesmo cuidar da casa, essas coisas me fazem pular da cama. Se não fizer nada disso, entretanto, o mundo não vai parar; nem o meu mundo vai acabar. Olha o tamanho da liberdade que tal consciência representa.

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