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NOVO HAMBURGO CAMPEÃO

VENCEU o MELHOR

Com a disputa da decisão em jogo e com todos os goleiros inscritos para a competição envolvidos de uma maneira ou de outra com o DM, o Colorado coloca o menos prejudicado deles em campo. Depois de três meses sem jogar, e utilizando uma órtese para proteção do dedo mínimo de um dos pés, Danilo Fernandes vem para o sacrifício. Antes da partida o técnico Beto Campos disse que seu time vai jogar como sempre jogou, respeitando o adversário, e que a orientação foi para seus comandados façam o que fizeram ao longo de todo o campeonato.

O jogo é nervoso. Já houve bronca do Vuaden no Antônio Zago em função de um suposto pênalti de Júlio Santos em Brenner, mas que as imagens mostraram que não houve, e o novo Hamburgo faz sua marcação alta, e como sempre também abusa das faltas, que por enquanto foram absolvidas pelo árbitro, sendo que pelo menos duas foram passíveis de cartões amarelos.

Depois do gol contra houve uma desinteligência entre jogadores, envolvendo quem, adivinha, o D’Alessandro. O Inter já vinha demonstrando um certo desconforto técnico desde o começo da partida, apesar de ter equilibrado as ações. O problema é que era uma bola até defensável, se o goleiro não estivesse debilitado sem poder saltar. Toda a blindagem do sistema defensivo não teria como ajudar naquele momento.

O primeiro tempo foi muito movimentado e passou voando. A jogada de bola aérea do Novo Hamburgo foi a única utilizada pelo time de Beto Campos, que tentou arremates a gol sempre que possível, tentando explorar a debilidade física do goleiro colorado. Já o Inter atacou bastante, mas a rigor o goleiro Matheus fez apenas uma defesa importante.

Restava saber o que o técnico colorado faria na volta do intervalo. E o que fez foi tentar atacar, sacando Ernando, autor do gol contra, e colocando Carlos. Se fosse eu, colocaria o Valdívia, que é muito mais criativo e bate faltas. Ainda bem que o Zago não fez isso.

Mas a pressão exercida pelo colorado no recomeço de partida rendeu o gol de empate muito cedo, e a partir dali o Centenário virou uma panela de pressão. O Novo Hamburgo pareceu sentir o peso do gol sofrido nos primeiros minutos do segundo tempo, enquanto o Inter cresceu na partida. E enquanto o adversário crescia na parada e passava a manter uma pressão avassaladora, o técnico Beto Campos só foi mexer no time quase na metade da segunda etapa, colocando o atacante Lucas Santos, tirando Branquinho, jogador de meio de campo.

Apesar de toda a sua enorme pressão para cima do adversário, o Inter não teve competência para evitar que a decisão fosse para a cobrança de pênaltis. Era tudo que não queria, uma vez que está com Danilo Fernandes descontado e sem a total mobilidade exigida para este tipo de procedimento. O Novo Hamburgo jogou estrategicamente para levar a decisão para esta situação, a partir do gol de empate, e pouco arriscou atacar, mesmo quando tirou dois jogadores do sistema defensivo e colocou dois atacantes.

Antes do início das cobranças eu diria que o Nóia é favorito, mas nunca se sabe. Ao longo da segunda etapa o goleiro Matheus se destacou por suas defesas importantes e seguras. Cometeu um erro que quase comprometeu não só sua atuação como toda a campanha do Novo Hamburgo. Termina a competição como melhor goleiro de maneira geral.

Depois da decisão, independente do estado físico e clínico de Danilo Fernandes, três cobranças de pênaltis coloradas foram erradas, duas pegaram no travessão e uma o goleiro Matheus defendeu. Ou seja, desde o começo do jogo o resultado não passou pela precariedade da situação dos goleiros colorados. O Novo Hamburgo foi a melhor equipe da fase classificatória, jogou seis vezes contra a dupla GreNal, empatou cinco e venceu uma.

Passou pelo Grêmio e pelo Inter empatando em todos os tempos de bola corrida e eliminou os dois nas cobranças de pênaltis. É o legítimo campeão, apesar das dificuldades.


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