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Novos Ares

UMA LUZ

Sobre escrever num blogue, muito se diz que a mudança deve ser a única coisa constante na vida, e sempre que se fala nisso geralmente está-se pensando em mudanças de caráter pessoal, eventualmente profissional. Eu ando há tempos pensando em promover uma mudança no blogue, e na verdade ele sofre alguma, de tempos em tempos, especialmente no formato dos posts do diário e em algumas outras funcionalidades.

Houve época em que promovi mudanças de leiaute, alternando entre o atual e outro tema, mas acabei ficando com o Vina, que é o básico desde 2008. Uma coisa que é preciso atentar quando se trata deste tipo de procedimento é que uma mudança no visual não aparece como um marco de que até tal dia o visual era este e a partir de tal dia passou a ser aquele. Uma mudança de visual implica que tudo desde 2008 assumirá o novo visual. O visual antigo ficará na memória ou registrado em imagem se alguém se der o trabalho de registrar.

Confesso que eu mesmo nunca pensei nisso, registrar o visual anterior em imagem antes de promover uma mudança. Até porque acabou que nunca levei muito a sério os projetos de mudança de leiaute, e aqui vai uma outra confissão: foi por medo. O medo sempre serve de desculpa para não se mexer nas coisas, não provocar mudanças, não fazer nada. E se for pensar, medo de quê, quando se trata simplesmente de mudar a fachada de uma coisa tão passageira como um blogue? Medo de eu não gostar? De as pessoas não gostarem? De perder leitores? Não é lógico; não é racional.

O blogue é um hobby. Uma distração. Já fiz várias tentativas de mudança, na questão do conteúdo. O caso é que a gente está sempre mudando e cada vez que eu mudo, minha cabeça muda, tem reflexos aqui. É o mesmo que a cabeça de uma pessoa mudar e ela resolver mudar de lugar os móveis da casa. É a mesma coisa. Só que quando alguém os móveis da casa a alteração fica lá dentro. Só sabe quem habita ou quem visita. Não aparece lá fora. A mudança num bloque é diferente.

 Foi como quando a Zero Hora e a Rádio Gaúcha decidiram unificar seus sites. Num primeiro momento pareceu estranho. Certamente houve quem não tenha gostado. Mas depois a gente se acostuma, se adapta e começa a pensar em como ficou bom.

E então é isso.

Já tenho promovido constantes mudanças na apresentação dos quadros do tempo. Quem acompanha o Quem Vai Querer Saber sabe que de tempos em tempos exibe alguma novidade. As alterações na maioria das vezes são mínimas. Mudanças grandes precisam de tempo, estudo, e acima de tudo perda do medo da própria mudança. Mas insisto: a gente está sempre mudando, mesmo que permaneça o mesmo.

Não mudando a essência, não importa que cara tenha a apresentação.

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