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O Básico

É o CAMINHO

Foi o texto da Martha Medeiros (sempre ela) da ZH de domingo passado que me fez perceber um novo sentido para uma frase que venho usando para mim e para outras pessoas. Um sentido que até então não me havia ocorrido.

Tenho dito (e vivido de acordo) que estou numa fase tão boa da vida que até o que dá errado acaba dando certo. Em geral uso a frase relativamente a vários problemas que a vida oferece, no meu caso específico, tendo muito a ver com tudo que o Santa aprontou ao longo dos anos (que apesar do que aconteceu com a Eco tenho convicção de que a história será diferente), mas também tendo a ver com todas as outras coisas da vida, a começar pela questão da administração do tempo pessoal.

Quando na maioria das vezes consegue fazer limonada dos limões que a existência terrestre nos apresenta, a meu juízo encontra-se a pessoa em um estado de graça, ou, em outra palavra, um estado de felicidade.

Hoje em dia minha felicidade passa basicamente por eu ter desenvolvido certo controle sobre coisas que dependem só de mim; por ter desenvolvido certo controle sobre a quantidade de questões na minha vida que não dependem só de mim; e pelo fato de eu jamais acreditar que qualquer problema seja maior do que eu. Nenhum problema é maior do que eu.

O que o texto da Martha me fez pensar de um jeito diferente foi a questão de que tenho a felicidade de aprender tanto com o que não dá certo quanto com o que dá. Aprender com o que dá errado pode significar, sim, que nada abala a minha felicidade. O que hoje eventualmente não deu certo é a base que fará com que dê certo numa próxima vez.

Também pela primeira vez estou entendendo o significado da frase que diz que não existe um caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.


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