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O Que eu Vi

DEFINIÇÕES à VISTA

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Bom, então aconteceu que consegui acompanhar boa parte do segundo tempo do CaJu pela televisão, já tendo escutado pelo rádio quase metade do primeiro.

O Caxias realmente jogou mais que o Juventude, o problema do Ju é que a qualidade do elenco é muito inferior à do Caxias. Tirando o goleiro, que é muito bom, o restante do time não joga nada. O Caxias tem goleiro e tem em Rafael Gava o goleador isolado do campeonato, com seis gols. E mais, o Caxias chegou ao 3×0 com um jogador e menos desde o final da primeira etapa, quando já estava 2. Mas o que dizer de um time que tem Braian Rodríguez como homem de frente?

No começo da temporada, quando soube que estava no Juventude, fiquei me perguntando, os dirigentes do clube não viram que na passagem pelo Grêmio ele podia ser tudo, menos jogador de futebol? Falando como jogador, apenas: não dribla, não cabeceia, erra passes, perde todas as divididas e reclama da arbitragem. Este é o jogo dele. Provavelmente o trouxeram porque era o que tinha, deve ter sido oferecido de graça e o clube como sempre sem muitos recursos abraçou a causa.

Como centroavante, talvez pudesse ser um bom gandula.

Quando o Caxias teve o jogador (que já tinha cartão amarelo) expulso por jogada violenta ainda no primeiro tempo, pensei, agora deu, o Juventude vai para cima. Mas não foi o que aconteceu. O técnico Pingo se revela bom estrategista, mas o Juventude não esboçou qualquer poder de reação. Não tinha como. Não sei se a demissão de Luiz Carlos Winck foi justa.

Na reedição da final da Copa do Brasil de 1999, o Juventude tem confronto em dois jogos contra o Botafogo por esta mesma competição no início de abril. Até lá terá que apresentar um novo treinador e ainda brigar para escapar do rebaixamento no Gauchão.

Quanto a esta última questão, acho difícil que caia, por conta das situações desesperadoras de Veranópolis (virtualmente rebaixado), Avenida e Brasil, que tentam escapar da segunda vaga, faltando ainda três rodadas (para estes; para o Juventude faltam apenas duas). No momento o Juventude tem 10 pontos, na 9ª colocação, o Brasil tem 7, na 10ª, o Avenida (primeiro na zona da degola) tem 6 e o Veranópolis tem 3.

Meu palpite é de que ainda não será este o momento de um rebaixamento do time da Papada.

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Já com relação do Grêmio há pouco que dizer, diante da fragilidade do adversário de ontem.

Apesar da dificuldade inicial, natural diante da falta de entrosamento dos reservas, a questão não chegava a assustar, porque o São José, em que pese ter tomado alguma iniciativa, não chegava perto da área gremista. Depois de alguns minutos, ao perceberem que teriam espaços para manobrar e tocar a bola, os jogadores do Grêmio ficaram mais à vontade e o jogo de toque de bola voltou. Foi quando apareceram as qualidades de Jean Pyerre, Matheus Henrique e Pepê.

Lá atrás, Paulo Miranda fez mais uma grande partida, soberano na zaga. O menino Darlan mostrou que a base gremista é grande formadora de volantes. O garoto não se assustou com o jogo, foi seguro, muitas vezes apareceu como último homem de defesa, demonstrou tranquilidade, e até se arvorou no ataque. Deu lugar a Diego Tardelli porque não havia necessidade de dois volantes de marcação. Thaciano deu conta do recado, ajudado pelo restante do time, até mesmo por Tardelli.

E este entrou mais como armador, já que André permaneceu em campo. Participou ativamente do jogo, inclusive na jogada do terceiro gol. Vai nos ajudar bastante na busca de títulos.


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