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Pensando no Presente

SEM MISTÉRIO

Tenho quase certeza de que assim como eu pensava, a maioria das pessoas quando lê a palavra ou escuta falar em meditação tem aquela velha ideia do sujeito sentado sobre as pernas cruzadas com os braços sobre os joelhos dobrados e as mãos fechadas com dedo polegar ponta a ponta com o indicador pensando só Deus sabe no quê, ou então recitando o velho e surrado mantra “om“. É a imagem que foi passada adiante desde sempre e que serviu para afastar muita gente da ideia de meditar, porque sempre se supôs que era preciso arrumar tempo em meio à vida corrida do mundo ocidental.

A questão é que a meditação não é essa coisa misteriosa que as pessoas pensam, porque na realidade se trata apenas de um processo de esvaziamento da mente. Por alguns momentos conseguir fugir dos mesmos 60.000 pensamentos de todos os dias, boa parte deles repetidos. Meditação pode ser comparada à capacidade de estar com a atenção voltada para o aqui e agora, sem remoer o passado nem ansiosamente visualizar o futuro.

Em termos de pensamento meditar significa não fazer nada. Em termos do aqui e agora, a atividade física pode ser considerada meditação.

Eu medito todos os dias quando estou no exercício físico. Em termos do aqui-agora, quando estou me exercitando presto atenção na música que está tocando, no jeito como meu corpo vai reagindo à medida que começa a suar e em como começo a me sentir confortável com a atividade. Em termos de pensamento não fico pensando no passado. Enquanto observo o movimento de pessoas na rua, ou dos ônibus na garagem da Trevo, penso em coisas que poderão ou não acontecer no futuro (faço planos) mas me concentro no que devo fazer agora, no presente, para chegar lá.

Foi fazendo assim que vários planos meus se tornaram realidade.

Depois da atividade física geralmente consigo me manter ainda no momento presente, sem pensar em passado, nem em futuro, e é com esta sensação de presença no aqui-agora que vim redigir o texto desta postagem.


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