RSS

Pés no Chão

PARA CHEGAR LÁ

Retomando o tema da postagem anterior, começo citando o cidadão Adenor Bacchi, o Tite, atual técnico da Seleção Brasileira, fazendo uma suposição.

Ele pegou um time por vários ângulos destruído. Fora da zona de classificação para a Copa do Mundo, desacreditado depois da eliminação prematura da Copa América Centenário, com jogadores desgastados junto à torcida e sem o apoio desta. Eu mesmo escrevi, aqui, algumas vezes, que a Seleção Brasileira não me representava.

Tite foi chamado para o trabalho de limpar a casa, melhorar a imagem do time, levá-lo à zona de classificação. Estudioso e preparado como é, com histórico de vitórias em clubes, considerado o melhor técnico do país, com alguns poucos dias de conversas, sem tempo para treinar, conseguiu duas vitórias e hoje o Brasil é o segundo classificado.

É ou não é para ele estar subindo no salto alto? É ou não é para ele estarse achando? A pior parte do sucesso eu imagino que seja a pessoa continuar mantendo os pés no chão. A euforia que dá na pessoa certamente pode levá-la a pensar que é imbatível, infalível, que pode tudo, porque não são todos os que chegam naquele patamar de experiência. Se em algumas pequenas vitórias pessoais já corremos o risco de nos deixarmos levar pela euforia e darmos passos maiores que nossas pernas, imagine quando se trata de desempenho de caráter de reconhecimento mundial?

Tem que ser muito centrado para não começar a fazer bobagem.

É isso que falta, por exemplo, a jogadores jovens que fazem fortuna muito cedo. São endeusados pelas pessoas e começam, mesmo, a se sentirem como deuses.

Corta pra mim.

Não sou economista. Na verdade, sou leigo em finanças. Mas (vou repetir) sair da condição de superendividado para pequeno poupador e micro investidor foi uma baita vitória, especialmente para quem nunca entendeu e (certamente na visão de especialistas) continua não entendendo de finanças. A pior parte, neste momento, é eu conseguir controlar a euforia de ter verba guardada suficiente para fazer negócios enquanto outros negócios se desenvolvem e eu possa continuar consumindo sem problemas.

Pode funcionar assim? Claro que pode. Não há nada que impeça. A não ser eu mesmo e minha filosofia pés no chão. Eu não quero mais ficar com receio de falar sobre meus planos e estratégias, como se isso fosse uma afronta contra pessoas que não estão na mesma condição.

Vou repetir.

Na década passada, entre 1999 e 2009, 2010, com dois filhos morando junto, superendividado e muitas vezes sem dinheiro sequer para poder atravessar a rua, a situação não era moleza. Hoje está diferente porque algumas situações se apresentaram e foram aproveitadas, e a partir disso outras foram criadas. Cheguei onde estou por ter aprendido a sair da zona de conforto do pensamento de escassez, e me determinei a alcançar metas.

Isso serve para as empresas em geral e serve para a minha vida pessoal. Uma das minhas metas? Apesar de ser quase impossível de acontecer, de eu ficar sem nenhuma fonte de renda, trato de fazer o que bons economistas sugerem: estou construindo uma reserva financeira equivalente ao período de seis meses sem emprego. Isso fica na minha conta corrente. Separado da poupança.

 Acho que é o que todo mundo que tem emprego ou empresa deveria tentar fazer. Ter uma segurança. Por onde isso passa? Logicamente, por não gastar mais do que se arrecada. Não rolar dívidas no cartão de crédito. Pagar as faturas em dia. Comprar o que é necessário, direcionando a verba do desnecessário para o lazer, por exemplo. Já pensou nisso?

Toda vez que a gente compra uma coisa que não precisa em geral quem banca é o lazer.

Se eu comprar só o que é necessário, a verba do lazer estará garantida. Compro só o que preciso para satisfazer as minhas necessidades. Isso pode incluir uma nova decoração na casa ou um aparelho de som. Pode incluir até um plano de saúde.

Sem gastar mais do que arrecado, pagando os fornecedores em dia, conseguindo prazos maiores ao respeitar os melhores dias de compras para os cartões, e comprando apenas o necessário, sobra dinheiro para o lazer, para investir e para ter uma reserva para emergências.

Se não tivesse os pés no chão, estaria correndo o risco de pecar justamente na parte onde ainda estou engatinhando: a parte do pequeno investidor. Este é o momento de controlar a euforia; não me permitir sentir ser o galo dos leigos em finanças.

Acredito que em pouco tempo poderei ter boas novidades, mas isso só vai acontecer se eu continuar mantendo o foco nos entremeios, sem pretender pegar atalhos para os finalmentes. Este é o principal risco da euforia que deve ser controlada.

Voltarei a este assunto.

08-09-2016-13


Your Comment