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Pés no Chão

A GARANTIA SOMOS NÓS

Bom, o caso é que em qualquer relacionamento um dos primeiros conceitos a ser necessariamente deixado de lado (eu diria que é essencial ser deixado de lado) é o de perfeição. Não existe relacionamento perfeito. O que se pode fazer (e é isso que fazemos o tempo todo, de maneira implícita) é uma avaliação das qualidades e dos defeitos de cada um dos envolvidos, bem como das qualidades e defeitos do relacionamento como um todo.

Relacionamentos em quaisquer níveis sobrevivem quando as avaliações individuais e coletivas apontam que as qualidades suplantam os defeitos. E não estou me referindo a eventuais defeitos. Os defeitos sempre existem. Pode-se (e deve-se) falar sobre eles quando as circunstâncias permitirem, mas é sempre necessário ter em mente que vão estar presentes, de uma maneira ou de outra.

A grande, imensa maioria das questões deste tipo, podem ser resolvidas na base da conversa. A Lisi e eu conversamos muito, na maior parte do tempo, e tendemos a aparar as arestas, mas mesmo reiterando diariamente o que sentimos um pelo outro não estamos isentos de discordâncias, como qualquer casal, ou como acontece em qualquer relacionamento.

Não existe uma fórmula universal para lidar com isso, mas estamos desenvolvendo aquela que funciona para nós. Sempre levo em conta o pensamento de que achava que nunca mais me acertaria com ninguém a ponto de viver junto, e se isso voltou a acontecer é porque é relevante o bastante para que eu vá atrás das soluções mais adequadas para cada questão divergente que aparecer. O fato deve ser valorizado da maneira como escrevi, outro dia: o amor só não vence a intransigência.

Quando a intransigência vence, é porque não havia amor.


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