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Porto 240

É DEMAIS, MAS NEM TANTO

26 de Março, dia de folga

Sento à mesa e me concedo alguns minutos para tentar escrever alguma coisa que seja legal e que talvez faça alguma diferença para mim. Daqui a pouco, às 11, vai rolar mais uma consulta com a Dra. Orto, o que me leva a crer que agora pela manhã as ideias não irão muito longe.

Hoje Porto Alegre completa 240 anos.

Durante algum tempo (não hoje, mas de alguns dias para cá) fiquei imaginando o que poderia escrever para expor meus sentimentos pela minha cidade natal. Eu amo Porto Alegre, e olhando assim, de dentro, até me arrisco a dizer que não é um paraíso para se viver, mas também não é nenhum inferno.

Como já escrevi outras vezes, engana-se quem pensa que a cidade é pequena. Longe de ser uma megalópole, mas já definitivamente uma metrópole, qualquer tour que se faça pela cidade , mesmo de carro, não leva menos do que duas horas. Aposto quase qualquer coisa nisso. Já temos um fenômeno que há alguns anos ou não acontecia, ou não era tão evidente, ou nem tão divulgado, mas que agora virou banalidade, que são as chuvas localizadas: enquanto aqui na Zona Sul o sol brilha, na Zona Norte o mundo desaba em forma de tempestade.

Temos todos os grandes problemas de todas as grandes cidades do mundo: saneamento básico deficiente, aumento da criminalidade, regiões da cidade dominadas pelo tráfico de drogas. O que nos prende aqui? O por do sol do Guaíba? O medo do desconhecido? A rivalidade GreNal?

Quando penso em me mudar para outra cidade, como penso em Nova Petrópolis, meu maior medo é o de algum dia tentar matar a saudade cantando Porto Alegre é Demais, e pior, lembrando que quem a compôs foi um ex-prefeito (no qual eu nunca votei), e pior ainda, interpretada pela mulher dele. Diga-se de passagem, a repetição da homenagem à cidade que ano após ano, por uma rede de supermercados local, sempre usando aquela música, é chata, sem graça, totalmente desprovida de criatividade.

A música uma vez foi legal de escutar, quando era novidade, mas como qualquer outra peça histórica, precisa de uma nova, e um lugar em algum museu. Isso, para nem falar que até hoje não está bem claro que quer dizer é lá que as gurias etcetera e tal.

Porto Alegre é demais, sim, mas não só ela precisa de reciclagem.

P.S.: na volta da consulta com a Dra. Orto resolvi dar uma passada no Big para comprar umas coisas, aproveitando que antes de meio-dia, numa segunda-feira, não haveria de ter grande movimentação, e ganhei uma fatia de torta que a loja estava distribuindo entre os clientes por conta do aniversário da cidade. Estava muito boa, quase desci a escada rolante pelo outro lado, só para subir de novo e ganhar outro pedaço.


1 Comments Add Yours ↓

  1. picida ribeiro #
    1

    Conheço pouco Porto Alegre e o pouco que conheci,gostei muito.
    Musica de Porto Alegre? Costumo cantar:
    “Deu pra ti baixo astral, vou pra Porto Alegre,tchau”
    Adoro Kleyton e Kledyr



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