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Recolhimento 2

E as ESTRATÉGIAS

Como exemplo de um passo atrás para continuar avançando posso mencionar o que aconteceu no começo da semana, com relação à expectativa de férias de Julho. Minha intenção era sair de 12 a 31. Já havia até enviado o formulário eletrônico de agendamento, que por sua vez já fora aprovado pela chefia. Entretanto, tendo em vista que outros colegas também pretendem sair no mês que vem; levando em conta que eles têm filhos em idade escolar; relevando o fato de que férias escolares em geral acontecem na segunda quinzena do mês; não tive dúvidas em oferecer a mudança de 1° a 20 para minhas férias.

Como consequência, a folga do final de Junho precisou ser mudada, para contentar a todos, inclusive a mim, que não me importo em quebrar a folga (trabalhar dia sim, dia não, não tem nada de ruim, a meu ver); minha intenção de escapar da muvuca do dia do meu aniversário ficou mantida, porque será uma terça-feira, dia em que normalmente estou de folga.

Por último, me favoreceu em termos financeiros, porque o valor da 2ª entrada da Eco vai passar um mês inteiro na poupança, ou seja, por mínimo que seja, vou lucrar algum jurinho nesta brincadeira.

A QUESTÃO da VÁLVULA de ESCAPE

No meu caso, se manifesta de duas maneiras: desenvolvendo pequenos projetos, ou metas de curtíssimo prazo, que vão acontecendo enquanto corre o prazo para o alcance de metas maiores; sistemas de recompensas para períodos sabáticos.

Exemplo de período sabático: antes seriam 40 dias, agora são apenas 26 dias para as férias. Nesse meio tempo, terei que ter paciência, muita paciência, porque também é hora de administrar os cartões de crédito (entenda-se por administração um período de pelo menos 40 dias sem fazer qualquer tipo de compra, à exceção do abastecimento da Eco, com Banricompras).

De que maneira vou conseguir administrar este período, em termos pessoais, para que a espera não me cause ansiedade? Através do meu vício por seriados. Tenho um bom estoque de temporadas recentemente compradas, mas só estas, tenho todas as outras gravadas em anos anteriores, tem as que passam hoje na televisão, e todo dia tem; há as temporadas anteriormente gravadas para rever, de repente; tenho o blogue para administrar, e sempre há sobre o que escrever. Sempre há o que ler (as pilhas de livros continuam aqui).

Exemplo de plano de curtíssimo prazo que ajuda a esperar por um de longo? Os pouco menos de 60 dias que faltam para eu encaminhar minha aposentadoria. Porque tenho um plano de longo prazo para ela.

DOIS ANOS SEM FÉRIAS

Ou outros vinte meses.

Em primeiro lugar, tenho a felicidade de dispor de um recurso que é decorrente de uma escolha profissional feita há exatos 35 anos: a de ter uma carreira de meio turno, circunstância da qual jamais abri mão e jamais abrirei. Em segundo, mesmo que não fosse assim, que trabalhasse em turno integral, com algumas flexibilizações de horários disponibilizadas pela Procergs por força de acordos coletivos de trabalho, a estratégia seria a mesma: levar a vida como se estivesse em férias.

Sempre lembrando, então, que essa estratégia é bem fácil de implantar quando a pessoa mora sozinha, não importa sua carga horária de trabalho. E lembrando mais uma vez que estou podendo fazer as coisas desta maneira hoje. Dez anos atrás (ou doze, ou quinze) não poderia, porque além de estar numa fase infinitamente mais complicada da vida tinha a responsabilidade para com a criação dos filhos.

Só para deixar claro que vida não foi um eterno berço esplêndido. Pode estar perto disso hoje, mas nem sempre foi assim. Estou discorrendo sobre estratégias aprendidas ao longo dos anos, através de muitos tropeços, muitos erros e muitos aperfeiçoamentos até começar a produzir resultados que hoje me fazem pensar, sentir e experimentar na prática a sensação de que até o que dá errado acaba dando certo.

Como diz aquela musiquinha da propaganda do Pão de Açúcar: o que faz você feliz, você que faz. Ninguém mais faz.

As pessoas podem colaborar para a nossa infelicidade, de várias maneiras. Mas quantas pessoas  agente conhece que não são diretamente incomodadas por ninguém, e ainda assim não são felizes, vivem sempre reclamando de tudo?

Pois é.


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