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TAKE it EASY

Uma das coisas que gostei muito de ter aprendido ao longo dos anos com o Dr. Wayne Dyer, meu guru de cabeceira, foi a eliminação tanto quanto possível do hábito de me preocupar, sobretudo com o que está fora do meu controle.

Não é tarefa fácil aprender a eliminar a preocupação, como não é fácil eliminar dezenas de outros problemas de fundo psicológico que em boa parte das vezes entram na nossa pelo simples fato de que nos iludimos com a ideia de que não controlamos o que pensamos ou sentimos. Nada mais distante da verdade do que este pensamento.

A partir do momento em que eu, Nilton Roberto, comecei a acreditar que poderia mudar meu jeito de pensar e com esta mudança poderia eliminar granes males, como culpa, preocupação e sofrimento; a partir do momento em que comecei a acreditar no processo devalorização da testemunha e memorizei alguns conceitos simples, como o de quevocê só fica bom naquilo que pratica, não no que evita, os resultados começaram a aparecer.

Dou um exemplo.

Escrevi, ontem, que sabia que estava correndo o risco de perder meu novo pen drive de 32 GB ao andar com ele no bolso do casaco. E pior, escrevi que na segunda-feira não o tinha encontrado. Que ao ver aberto o bolso do meu casaco onde o pen deveria estar, imediatamente pressenti que ele havia escapado da minha posse.

O que eu não mencionei (propositalmente) foi que o pen foi comprado para ser pago em parcelas. Dei entrada no valor de uma e ficaram três para os finais de Agosto, Setembro e Outubro. E o tal foi adquirido a uma semana, em 31 de Julho. O valor do prejuízo? R$ 99,00. Numa hora dessas, duas coisas levei em consideração.

Primeiro, que eu não tinha intenção de por os pés fora de casa antes de hoje, quarta-feira. Mesmo existindo alguma remota esperança de que o pen pudesse ser ainda encontrado dentro do Santa, eu não estava disposto a descer apenas para procurá-lo. Entendendo, então, que não era prioridade tentar encontrar o objeto, o que fiz foi tratar de não ficar pensando, não me preocupar com a perda, porque ainda havia a possibilidade (mesmo que remota) de eu encontrar a peça.

Junto com isso (e talvez a parte mais importante), não fiquei pensando em mim como um tonga descuidado, azarado, que perdeu R$ 99,00, não fiquei pensando que essas coisas só acontecem comigo, nem fiquei pensando no que os meus amigos iriam dizer quando eu lhes contasse (e foi a primeira coisa que fiz, hoje cedo), com isso lhes dando grande chance de pegar no meu pé.

Na verdade, tomei a decisão de esperar terminar de descontar todas as parcelas e comprar outro pen, um pouco maior, e por isso mesmo mais caro. Me culpar, me preocupar, e muito menos me recriminar não fariam o pen aparecer de novo. Nem me faria recuperar o dinheiro perdido.

Foi a mesma coisa que aconteceu em 2011, quando comprei uma máquina de lavar roupas para ajudar uma pessoa que eu namorava, que tinha uma filha pequena, e que pouco depois achou que era melhor me dispensar, e eu fiquei mais cinco ou seis meses pagando o presente. Não dava para ficar pensando no dinheiro perdido, nem no sentimento perdido, o que eu pensei foi que ela era uma pessoa que não podia comprar um aparelho novo daquele tipo, faria muito mais falta a ela do que a mim, e que o que eu estava fazendo era um grande bem para a Humanidade. Saí do episódio me sentindo bem, e parei de pensar no assunto.

Foi a mesma coisa agora.

Então.

Hoje cedo comentei com meus amigos no trabalho sobre o que havia acontecido, e que não havia encontrado o pen na rápida busca de manhã cedo enquanto o motor do Santa esquentava, até porque estava escuro e eu não tinha muito tempo. Minha intenção era fazer uma varredura com mais calma quando chegasse em casa, aproveitando o sol, etc.

Estava pensando nisso quando saí do trabalho e ao chegar no Santa, no estacionamento do CAFF, ao abrir a porta do carro olhei para o assoalho e vi o pen atrás do banco do motorista. Ou seja, na procurada rápida no começo de dia, não o encontraria, mesmo, porque nem passei perto de olhar ali.

Mas ali estava, bem fácil de achar.

Que foi mais sorte do que juízo é o óbvio a se dizer, mas, relembrando o começo deste texto, não adiantaria eu me preocupar por não ter encontrado o pen drive. Se ele não estivesse no carro, nenhum volume de preocupação no mundo teria evitado a constatação da perda. E se estivesse, como estava, toda a preocupação do mundo teria sido desnecessária, porque ele estava bem ali.

Por não ter me preocupado com nenhuma das questões que envolviam uma tal situação, tive um dia inteiro de uma folga tranquila, no dia de ontem, sem pensar mal de mim mesmo, sem perder o sono, e toda a minha reação foi aprendida a partir de uma decisão consciente de mudar meu jeito de pensar.

Uma pessoa muito importante na minha vida sabe que todo este post foi escrito para ela, porque, vou repetir, se uma pessoa conseguiu fazer isso, então todas podem.

Te amo.


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