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Rodando

De CANTO

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O presidente Bolsonaro, quando em campanha, deu muitas declarações bombásticas que depois da eleição precisaram ser minimizadas, porque até ele sabe que para governar “não é bem assim“, não vou fazer acordos políticos. Junto com ele, o vice Mourão também andou dando declarações que antes mesmo do resultado final da eleição precisaram ser ou desmentidas, ou desautorizadas, pelo próprio candidato à presidência. Depois de empossados, presidente, vice e alguns ministros acabaram dizendo coisas que provocaram correrias para serem desmentidas.

Tudo isso é muito normal num contexto em que as pessoas usaram e abusaram da palavra mudança para conseguirem chegar onde chegaram, e agora podem estar se sentindo comprometidas com a palavra. Agora estão descobrindo que manter as promessas de campanha que envolvem mudança, com esboço de imposição de novos conceitos a partir de suas crenças pessoais, também não é bem assim.

A realidade para nós, que não votamos naquele candidato, é que temos que deixar o novo governo trabalhar, e esperar para ver o que acontece. Daqui a pouco aparecerão as notícias sobre os primeiros 100 dias de Bolsonaro, 100 dias de Eduardo Leite, e tal. Agora só está engraçado acompanhar os desencontros verbais.

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O jornalista Tulio Milman em sua coluna deste final de semana reproduziu uma pergunta do Twitter do Marcelo D2, questionando “que arma se pode comprar com R$ 998,00“, se referindo ao novo valor do salário mínimo. Eu diria que quem vive com aquele valor deveria se preocupar mais em não ser confundido com o bandido do que temer que alguém lhe queira roubar alguma coisa (baseado no fato de que o projeto de liberalização da posse de armas seja para que a pessoa possa defender seu patrimônio, sua casa, sua família).

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Eu não sei se teria coragem de passar o restante da vida morando num motor home. A ideia de levar a casa da gente para qualquer lugar parece interessante. Até o momento de uma pane mecânica, ou estouro de pneu. Mas a ideia de viver viajando é legal, do tipo, poder estar a passeio durante a semana em alguma cidade, seja ela grande ou pequena. Os comércios todos abertos e a gente sem compromissos com horários de trabalho. Mas nem todo mundo pode, nem todo mundo quer isso.

Há pessoas como eu, que são caseiras, mas também há pessoas como eu, que de vez em quando gostam de pegar estrada e dar umas voltas, no meio da semana. E não vejo contradição alguma em gostar das duas situações.


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