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Saideiras

 ANTES e DEPOIS

Foram mais de 10.000 gremistas presentes ao último treino antes do último jogo oficial do Grêmio no estádio Olímpico. Desde antes de chegar ao Nacional, enquanto estava almoçando e depois de ter saído, por toda aquela região do Menino Deus e Azenha o que se via eram pessoas de todas as idades vestidas com vários modelos de camisas do Grêmio. Gente que estava voltando do treino.

Até me deu vontade de voltar a comprar material oficial do clube, apesar de ainda não ter ganhado nada. Fico pensando que se eu for esperar ganhar alguma coisa corro o risco de acabar não comprando coisa nenhuma. Vai demorar. E tem umas camisetas lindas. Não sei se vou poder arresistir.

Antes disso, enquanto estava no Cohab, indo para almoçar, vi um pai com uma mochila e o filho pequeno, no ônibus, e havia outras crianças com os pais, casais, etc., e a cena me fez lembrar de um tempo, 18 anos atrás, quando eu tinha que atravessar a cidade com duas crianças, e a única diferença entre aquele pai e eu é que eu tinha roupas diferentes para colocar nos filhos, na minha casa, portanto não precisava carregar uma mochila. Durante algum tempo, antes de assumir a guarda deles, as viagens de ida e volta com os dois, às vezes em dias chuvosos como hoje, eram uma situação dolorida, digamos assim, do ponto de vista da comodidade dos filhos, uma coisa que só eu sentia, eles eram crianças, não tinham esta noção.

Era uma sensação parecida com a que eu já havia sentido anos antes, quando eram ainda menores, e eu ainda estava casado, e os pegava todos os dias na creche, de ônibus, e tínhamos que dar uma volta enorme só para descer no final da linha e não ter que enfrentar coletivos tão lotados (mas havia dias em que a estratégia não funcionava).

Daí eu hoje olhando aquela cena fiquei pensando que graças a Deus já passei dessa fase, ficou anos para trás, e ao mesmo tempo pensei em quantas e quantas histórias são semelhantes, a vida vive se repetindo. Hoje só ando de ônibus quando é necessário, algumas vezes, como hoje, de forma planejada. Já não tenho mais que passar pela sensação de não estar dando todo conforto que meus filhos mereciam (e faz tempo que não sinto mais isso).

Para falar a verdade, não tenho esta sensação desde que assumi a guarda dos dois, porque de lá para cá, debaixo da minha asa (e enquanto estiveram nesta situação) o conforto lhes faltou bem pouco. Assim como a segurança.

Sempre tiveram um chão onde pisar com firmeza.

Um dia aquela sensação tinha que acabar, assim como o Olímpico também vai.


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