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Sem Acaso

E ENTÃO ACONTECEU…

Na volta para casa no domingo, depois do trabalho, fiz um caminho diferente, para escapar de passar pela região do Beira-Rio, onde estava acontecendo um encontro de ciclistas. Na segunda-feira quando voltei para casa dei uma olhadinha na caixa de correio e não haviam ainda sido entregues os boletos de duas faturas de cartões de crédito (uma que eu havia pago antecipadamente outra que ainda não sabia o valor), que deveriam chegar no máximo ate o dia 3. Os eventos parecem nada ter a ver um com o outro, mas estão interligados, e são mais um daqueles exemplos de como as coisas funcionam.

No domingo, ao pegar o caminho alternativo para voltar para casa aproveitei para parar no posto de costume e abastecer a Marau, o que a duas semanas não fazia. No meio do caminho, ao parar em sinaleiras, já havia tirado o cartão do banco de dentro da carteira e colocado sobre a console à frente do monitor onde aparecem os nomes das músicas que estão tocando. Naturalmente, foi onde o recoloquei depois de pagar o abastecimento. Algumas vezes eu lembro de ou recolocá-lo na carteira, se parar em algum semáforo, ou faço isso antes de sair do carro, depois de já estar no estacionamento de casa.

A primeira coisa que pensei, na segunda-feira, ao olhar a caixa de correio e ver que não havia qualquer correspondência para mim, foi que estaria de folga na terça, portanto não sairia de casa, e pelo menos uma das faturas teria que chegar ao menos na quarta (e eu sempre penso que o material é colocado de manhã nas caixas dos apartamentos), para que eu o pudesse pegar ao chegar do trabalho, porque na quinta eu estarei de folga de novo e assim não precisaria descer para verificar, blá, blá, a preguiça de sempre.

Então chegou a terça, eu de folga em casa, já podendo recomeçar com as transferências diárias de valores para a poupança, fui pegar o cartão do banco na carteira e cadê o cartão? Imediatamente lembrei que ele deveria estar no carro (sim, ele ficou no carro desde domingo, eu andei na segunda-feira ida e volta e não lembrei de pegá-lo). E imediatamente coloquei uma calça de abrigo, calcei uns tênis e desci. Não fiquei pensando na preguiça, porque tenho por mim que a transferência para a poupança é sagrada (aí não tem preguiça que fale mais alto). Para nem falar em boletos dos consórcios que havia recebido por e-mail e também queria pagar antecipadamente.

Como era esperado, não escapei de ter que dividir a descida com uma vizinha, que embarcou no meio do caminho (não vi o andar).

Peguei o cartão no carro e pensei, já que estava lá embaixo não custava nada olhar a caixa de correio. E lá estavam os dois envelopes que eu estava esperando.

Toda essa história para dizer aquilo que todo mundo já adivinho: que nada acontece por acaso. Todos os eventos do domingo (a reunião de ciclistas, eu fazer um caminho diferente, passar no posto para abastecer o carro, o esquecimento do cartão na console) aconteceram para que eu tivesse que descer na terça-feira e encontrar os envelopes (que é claro que seriam encontrados na quarta) sem passar todo o tempo me preocupando. Então às vezes muitas coisas acontecem (ou não) na vida (sem que a gente entenda como ou por quê) não por sorte, mas porque tudo está coordenado não só pelo Universo, mas também por nós, o que dá ganho de causa à teoria da Física Quântica.

Antes de eu olhar a caixa de correio as chances de que as correspondências ali estivessem eram de 50% para cada lado, assim como eram de 50% de eu esquecer ou não o cartão do banco no carro, assim como eram de 50% de eu pegar ou não pegar tranqueira na região do Beira-Rio na volta para casa no domingo.

A vida é o campo das possibilidades.


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