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Sem Beliscão 2

E TEM NOME

A tarde é escura, e daqui a pouco vou estar de saída. Não vou cometer o erro de não levar um casaco, mesmo que seja para depois deixa-lo no carro. O catamarã não é muito bonito de se ver, mas quem vem nele justifica a espera. E o azar é de quem não conseguiu despertar um tal sentimento. Não foi por falta de oportunidade.

Eu gosto de finais de tarde escuros e chuvosos, especialmente se não vou botar os pés na rua, mas por causa dela eu deixo de lado qualquer desconforto, qualquer zona de conforto. Tudo que diga respeito a ela vale a pena. E daqui a pouco estarei saindo para vê-la, para recebê-la no píer, e depois na minha casa, o que não é a primeira vez, mas é sempre maravilhoso, como se fosse.

Eu achava engraçada a história de uma amiga que namorou um cara por duas semanas e depois foram morar juntos. Estão juntos há mais de dez anos. Uma coisa que jamais pensei, jamais cogitei que algum dia pudesse vir a acontecer comigo. E no entanto, depois de pouco mais de cinco meses, temos uma certa convicção de que não queremos nunca mais ficar um sem o outro.

A gente sabe que não existem contos de fadas. A realidade é sempre muito complicada. Nunca nos é contado o que vem depois do “e viveram felizes para sempre“. Com toda certeza deverá haver altos e baixos, mas e daí? Concentramos o pensamento e os esforços em tudo que este relacionamento trouxe e está trazendo de bom. Estamos decididos a focar no que ele ainda trará.

Agora não tem mais volta. E não tem nada de sonho. Tem tudo de real e de melhor que poderia nos acontecer. Incrivelmente, chama-se amor.


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