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Sem Ser Daqui

AINDA, a MÚSICA

A circunstância de não colocar nenhum texto na postagem do diário meio que me obriga a escrever alguma coisa em alguma outra categoria, mas pensei muito durante o exercício na esteira e me ocorreu que tirando o fato de que na real ninguém precisa ficar sabendo o que aconteceu ou deixou de acontecer comigo nas últimas 24 horas; tudo que precisava ser dito já foi a quem efetivamente me interessava que soubesse, que é a Lisiane, pelo simples fato de que começamos o dia juntos.

Tudo mais que eu viesse a escrever no blogue no dia de hoje poderia servir apenas como uma distração, alguma leitura mais leve sobre impressões minhas a respeito de qualquer assunto, inclusive sobre o que escrevi ontem (e vamos combinar, não poderia haver assunto mais batido do que o meu dia a dia, não é mesmo?), que a meu juízo ainda não foi esgotado, apesar de que o viés de abordagem, hoje, seria outro.

Ontem eu escrevi para pessoas da minha faixa etária para cima, mas nada impede que sirva de exemplo ou inspiração para pessoas de quaisquer idades. Todo mundo, mais cedo ou mais tarde (amanhã ou depois) tende a se preocupar com problemas de memória. Mas a música funciona não só para aquilo sobre o que escrevi ontem. A música tem uma outra utilidade (ou finalidade, ou atribuição), que é bastante polêmica.

Ela pode servir como balizadora do nosso estado de espírito.

Mas eu vejo pelo outro lado, e é aí que vem a parte que me faz pensar que eu talvez não seja deste mundo. É onde poderia entrar a polêmica. A música pode ser tida como animadora ou desanimadora. Mas não é ela quem determina como ficará nosso estado de espírito. É o estado de espírito que determina como a música será interpretada. Ela apenas materializa (se é que isso é possível) o modo como nos sentimos em algum determinado momento.

Do meu ponto de vista, quando alguém diz que alguma determinada música causa qualquer sentimento ruim, eu afirmo que este sentimento já está na pessoa, já está agindo dentro dela, foi apenas trazido à tona pela música. Cada pessoa reage de acordo com seus pensamentos e suas crenças, é notório. Somos aquilo que acreditamos que somos, agimos de acordo com o que nossos pensamentos acreditam. Não há como fugir disso.

No meu caso, a música traz felicidade, mesmo o tipo de música que parece triste, como trilhas de filmes. Mas não é ela que me traz felicidade, eu me sinto feliz, e busco a materialização desta felicidade através da música. Por isso vou ao You Tube e busco gravações em vídeo de autores de trilhas regendo orquestras gravando músicas inesquecíveis, algumas muito melhores do que algumas histórias que alguns filmes contam. Como não toco nenhum instrumento, me encanta ver todas aquelas pessoas com suas partituras montando uma melodia que eu muitas vezes conheço, mas não conhecia os rostos de quem as executa ou compõe.

Sei lá, para mim isso é uma grande demonstração de que meu estado de espírito está sempre de olho no lado positivo da vida. Agora só falta meus companheiros de outro mundo virem me buscar.

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