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Semifinalista

O ÚLTIMO BRASILEIRO

O técnico Portaluppi manda a campo o que tem de melhor para o momento, com Luan começando no banco. Não se sabe ao certo quais as suas condições, mas o treinador opta por não começar com ele, talvez para não agravar a solução. De minha parte acho improvável que sem as melhores condições ele possa dar alguma grande contribuição entrando no decorrer da partida. Melhor seria se começasse e o retirasse quando a partida já estivesse decidida.

Olhando assim, de fora, acho que ele não vai entrar em momento algum da partida.

Quando a partida começa a expectativa é de que o Grêmio consiga evitar levar gol, porque qualquer gol do Bota pode significar uma tragédia. O time faz o que é esperado para quem joga em casa, tenta propor o jogo, mas com um pouco mais de correria do que eu gostaria. Prefiro quando o time troca passes para desestabilizar o adversário. Com dez minutos já deu para ver que Edilson não está numa boa noite.

Renato colocou Fernandinho para jogar no lado esquerdo do campo, onde ele não rende tanto. Do outro lado ele agita muito mais. A questão é que ele sabe jogar daquele lado, ao contrário de Léo Moura, que nunca foi visto fazendo qualquer jogada pelo lado esquerdo do campo. E para variar, o time está sem armação, o que dificulta muito. A bola não chega em Barrios, e aí o time fica sem ataque.

A falta de jogada de ataque e a fragilidade defensiva do Grêmio fazem com que o Bota goste do jogo, que por volta dos 20 minutos manda no jogo. Em compensação, já tem um zagueiro amarelado por falta violenta por trás em Lucas Barrios. Sem meio de campo o Grêmio usa o expediente da ligação direta, e com isso o Botafogo tem toda as oportunidades de contra-ataque, e aí a zaga se vê obrigada a cometer faltas.

A situação está tão difícil que pela primeira vez Renato ousa e faz uma alteração por motivo técnico, e não por lesão. Corrige o erro da escalação. Passa Fernandinho da esquerda para a direita e coloca Everton naquele lado, para ter velocidade pelos dois lados. Agora precisa ajeitar a vida do meio de campo.

A alteração visivelmente fez bem ao Grêmio, que passou a atacar mais e tocar mais a bola, equilibrando as ações e ameaçando mais o sistema defensivo botafoguense. Ao terminar o primeiro tempo pode-se dizer que os dois escaparam de levar gol, mas quem esteve muito mais perto de abrir o placar foi o time de Jair Ventura.

O segundo tempo tem novamente o Grêmio tentado atacar, mas de novo sem efetividade. Na defesa, Kannemann também não faz um bom jogo. O Grêmio não consegue tocar a bola, para irritar o adversário. Muitos erros de passes e bolas rifadas como se os jogadores estivessem dando chutões de olhos fechados.

O gol de Barrios aconteceu num momento em que o Grêmio continuava não jogando bem. Lance de bola parada bem executado, dos poucos acertos que o time teve ao longo da partida. A partir daí o Bota precisava reverter o placar, t5ndo que sair mais, e o técnico Jair Ventura não teve alternativa a não ser começar a empilhar atacantes. Já Renato teve que substituir Barrios por motivo de cãibras, reforçando a marcação no meio de campo.

Nos acréscimos do jogo o Botafogo meteu uma pressão para cima do Grêmio tentando fazer o gol que lhe daria a classificação. O Grêmio se fechou e esperou a passagem dos infinitos quatro minutos concedidos pelo árbitro.

Agora é esperar pela ida a Guaiaquil no final de Outubro.


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