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Singelas Razões

TARDE de SÁBADO – 06.08.

No post de hoje do diário do blogue esqueci de mencionar que deu tudo certo com a gravação de The Blacklist; não tive a menor dificuldade em acessá-la e assistir o filme, inclusive relembrando os velhos tempos do VHS e adiantando os intervalos via controle remoto. Como era bom e como foi bom poder voltar a fazê-lo.

Ao final de tudo, simplesmente se opta por apagar ou não a gravação e vida que segue. Se fosse possível copiá-la para um dispositivo USB, então, seria o paraíso.

Agora de tarde liguei o rádio no horário de sempre para ver se haveria o Paredão do Guerrinha, e houve, só que começou mais cedo, e na hora em que liguei o rádio já estava quase no intervalo. Hoje o entrevistado era o garoto Everton, do Grêmio. Considerei não ter perdido muita coisa, Escutei toda a segunda parte e a vida também seguiu.

Não encontrei futebol feminino agendado para agora à tarde (escrevi isso antes de descobrir que os dezesseis canais extras  do SPORTV estavam na numeração de 801 em diante, e lá encontrei Canadá e Zimbábue, e agora à noite estou olhando Alemanha e Austrália, ambos no canal 811; depois tem Colômbia e Nova Zelândia, às 20). Talvez à noite, mas o interesse principal está nas gurias do Brasil. Então achei interessante dar uma lida e aí me vieram algumas ideias para escrever.

Uma delas diz respeito à coluna da Mariana Khalil da edição conjunta de final de semana da Zero Hora. O texto discorre sobre o porquê de a Dinamarca ser sempre classificada como o pais mais felizes do mundo, ou os dinamarqueses serem as pessoas mais felizes do mundo. Recomendo a leitura a quem se interessar pelo tema.

Me identifiquei com as razões mencionadas pela colunista e me ficou fácil de entender por quê me sinto uma pessoa feliz em tempo integral.

Em primeiro lugar é preciso entender que o conceito de felicidade não implica uma sequência ininterrupta de acontecimentos alegres e vistosos vindos de quaisquer origens externas, ou produzidos para enfatizar a própria felicidade. Quando se fala que a felicidade está nas coisas mais simples isso também é uma verdade que não depende de grandes simplicidades externas.

Falando sobre meu caso: para mim, felicidade é ter uma boa qualidade de vida. Ao pensar sobre isso, uma outra realidade que é preciso encarar é que a felicidade, então, é uma sensação que não só deve ser vivida, mas pode ser aprendida. Eu aprendi a ser feliz, quando aprendi a produzir para mim uma boa qualidade de vida. Ou seja, nem sempre eu fui feliz, nem sempre tive uma boa qualidade de vida. E como cheguei nesse ponto? Aprendendo.

Meu maior exemplo de qualidade de vida, neste momento: poder deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir sem me preocupar com o pagamento das contas. Isso acontece porque eu aprendi a administrar dinheiro. Não foi porque eu enriqueci ou fiquei sem conta nenhuma. Longe disso.

Eu também aprendi a administrar meu tempo. Nenhuma dessas coisas aconteceu da noite para o dia. Por um tempo criei dois filhos sozinho. Muito ralei para isso e não tinha tempo nem cabeça para pensar nessas coisas (mas cabe esclarecer que minha falta de jeito para administrar tempo e dinheiro não começou com a criação dos filhos, foram características minhas desde muito cedo na vida).

Se eu era infeliz? Sem dúvida, não, até porque foram tempos de correria e quando se está tão ocupado não sobra tempo para pensar em infelicidade. Mas isso podia tranquilamente ter acontecido depois que o filhos cresceram e a correria diminuiu. Só que eu ainda demorei para começar a mudar algumas coisas. O que já estava pronto? Eu enchi minha vida de interesses simples, como leitura, o gosto por seriados, o gosto por escrever (que é uma coisa que me acompanha desde sempre) e criar um blogue, gosto por cantar, por fotografia, por querer aprender a tocar algum instrumento, viajar, cozinhar, etc.

Todas essas são coisas simples, que fazem com que eu tenha gosto por ficar em casa, e por me sentir bem, aqui, com todos os meus interesses, foi que tive a felicidade de aprender a não precisar me preocupar com as contas, nem ter que pensar que menti para ou enganei esta ou aquela pessoa, posso deitar a cabeça no travesseiro e dormir.

Isso é qualidade de vida, que se traduz em um permanente estado de felicidade. Que foi aprendido, que decidi conscientemente colocar em prática e me esforcei para fazer mudanças pessoais agindo de acordo com a intenção da decisão de fazê-las.

Simples assim.

NP06.10 (7)


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