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Só Uma Ideia

E os DETALHES

Na edição de final de semana da Zero Hora (27/28.08), no Caderno Donna , saiu uma matéria sobre finanças que me impressionou não pelo conteúdo em si, mas por conter dicas que eu já venho usando há tempos sem saber que são indicadas por quem entende de finanças.

E algumas delas ainda concordaram comigo na questão de estratégia para obtenção de metas.

De uns dias para cá tenho estudado diversas possibilidades de negócios, porque, como escrevi em postagem anterior, está chegando um momento em que vou realizar um sonho, mas eu talvez esteja sendo modesto, bastante moderado, porque a verdade é que está chegando um momento de realização de duas metas de grande porte. A parte de Nova Petrópolis é líquida e certa, por ser um antigo desejo.

A novidade é o que diz respeito a uma mudança radical na questão de Porto Alegre.

Em primeiro lugar, persiste a questão do enxugamento dos gastos com os cartões de crédito. A contagem regressiva para o tempo sem usá-los teve que ser ampliada a partir do momento em que comecei a receber as faturas do mês de agosto. Antes eu tinha a expectativa de que a partir do final de setembro, ou seja, do mês de outubro em diante, haveria uma redução de pelo menos 50% do total de gastos dos 4 cartões em uso.

Mas não é o que vai acontecer.

A ideia inicial era de que com 50% de redução eu poderia entrar em uma outra carta de crédito de consórcio, para aquisição de mais um veículo. Trabalhando com a suposição de eventualmente negociar com a filha a carta que tenho hoje, que não demora muito estará na contemplação. Mas agora percebi que pode haver outras possibilidades.

Uma vez que definitivamente aderi à minha Lei de Responsabilidade Fiscal Pessoal, a ideia de gastar menos do que arrecado que já é uma realidade no meu dia a dia está sendo adaptada à ideia de enxugamento dos gastos com cartões de crédito para poder simular a adesão a um financiamento imobiliário para custeio da aquisição de um terreno em um bairro mais ao sul de Porto Alegre.

A ideia toma corpo porque é uma outra coisa negociar com dinheiro na mão, e isso é uma coisa que eu agora tenho. A verdade é que se quisesse eu hoje já poderia comprar um terreno. Poderia entrar hoje num financiamento. Não vou entrar por duas singelas razões. A principal delas é que já está decidido que a carta de crédito de imóvel a que aderi pela HS de Nova Petrópolis vou usar para construir em Porto Alegre. Mas como não há previsão de contemplação, apesar de eu dar o lance embutido de 30% do valor da carta todo mês, seria uma temeridade entrar num financiamento agora, não só porque o valor a ser financiado seria um pouco alto, mas porque mesmo com parcelas decrescentes haveria juros embutidos.

A estratégia, então, passou a ser a de simular ter entrado no financiamento e agregar aquele valor fictício ao que já venho colocando na poupança. Digamos assim, aproveita-se o prazo até a contemplação no consórcio para seguir juntando dinheiro e de repente até pagar o terreno à vista. Ou, se a contemplação sair antes de ter um valor para comprar à vista, ter dinheiro guardado o bastante para que o financiamento não fique tão grande.

Sempre lembrando que com a contemplação no consórcio e a consequente construção de uma casa do jeito que eu quero, depois de pronta e depois da mudança o pensamento é colocar meu apartamento à venda e com o que ganhar fazer a quitação antecipada do financiamento e direcionar o restante para o projeto de Nova Petrópolis.

Mas para que eu comece a simular a adesão ao financiamento, passando o valor equivalente para a poupança todo mês (que não poderá causar prejuízo nem solução de continuidade ao processo de transferências diárias que já venho há meses fazendo), vou ter que necessariamente reduzir (se não zerar) os gastos nos cartões de crédito, e para que consiga fazê-lo, ampliei do dia 23 de setembro para 23 de novembro o período sem compras, a não ser pelas exceções já mencionadas aqui, com vistas a equilibrar os valores transferidos à poupança via simulação do financiamento da compra de um terreno.

Em outras palavras: enquanto vou passando um valor extra para a poupança (mensal, este, mantendo as transferências diárias), a cada mês vou zerando os gastos com os cartões de crédito, para ajudar no alcance da meta.

Não vou correr o risco de ficar entediado, ou de me aborrecer por não estar comprando nada, primeiro, porque tenho bastante material com que me ocupar, com livros, filmes em dvd, futebol, escrever, etc.; segundo porque não terei problemas em comprar tudo que seja de necessidade com o cartão Banricompras.

Depois que adquirir o saudável hábito de não comprar (ou reforçar o que já tenho), não tem como o plano não dar certo. Depois disso, construir e me mudar, é só começar.


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