RSS

Sociedade Doente

SEM RUMO

Para variar, lembrei de mais duas coisas que tenho deixado passar, uma delas que eu até nem gostaria de abordar, porque é polêmica, mas eu fico indignado com algumas situações e de pelo menos mencionar já fico mais aliviado.

Antes de mais nada é preciso dizer que eu sei que a pena de morte não ajuda a reduzir a criminalidade. Estatísticas comprovam isso. Mas que às vezes dá vontade de que hajam dá. Foi o que pensei desde o início, quando soube da história da menina de cinco anos estuprada, morta e colocada dentro do sofá da sala, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

Num primeiro momento a suspeita recaiu sobre o irmão do padrasto da menina, um sujeito de 23, 24 anos. A informação inicial era de que o rapaz estava sob a influência de crack. Bom, para começar, eu acho que o cara que usa droga assume o mesmo risco do que bebe e depois vai dirigir. É culposo, é, mas ele sabia o podia acontecer.

Agora o padrasto da menina também foi preso. Talvez tenha participado do crime. Não se disse nada sobre se estaria ou não sob o efeito de drogas. Seja como for, se os dois se aproveitaram da menina, ou um só que seja, e depois ela foi morta, com droga ou sem droga, para mim foi crime hediondo.

Agora, supondo que pelo caráter culposo da tragédia não fosse cabível a pena de morte. O que fazer com o camarada que degolou quatro pessoas, na Restinga, entre elas um menino de seis anos (que não tinha nada a ver com a história) porque não aceitava o fim do relacionamento com a mãe da criança? Quatro pessoas! A criança, a mãe no menino, com 26 anos, a sobrinha da mulher, com 17 (que era outra que não tinha nada a ver com a história), e a mãe da ex-namorada, de 62 anos. Depois de matar as pessoas ainda tentou apagar as provas botando fogo na casa.

O que fazer com este sujeito? Coitadinho, deve estar arrependido. Uma criança de cinco anos, outra de seis. Só isso já bastava, e no caso da Restinga, está comprovada sem sombra de dúvida a autoria. E aí?

Outra história: um sujeito pede demissão do emprego e com o dinheiro da rescisão compra uma pistola. Na primeira oportunidade a usa para matar um cara na via pública, em tentativa de assalto. Queria levar a bolsa da moça que estava com o rapaz, ambos andando na rua, de noite, e o rapaz reagiu. Ele e um comparsa envolvidos no caso. Depois choram na delegacia e dizem que ninguém queria fazer aquilo, simplesmente aconteceu. Eu acho que quem não quer matar não sai comprando arma.

Eu não entendo mais nada.


1 Comments Add Yours ↓

  1. Picida ribeiro #
    1

    Muito lúcido e muito logovo



Your Comment