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Surge Uma Ideia

MEU JEITO de ESCREVER

Por influência da filha tenho lido alguns livros que ensinam como tornar um texto literário melhor, como escrever um romance, como descobrir o próprio estilo literário. Todos eles apresentam ideias interessantes, e puxando um pouco a brasa para meu dublê de assado, um desses livros fala que se deve reescrever várias vezes uma história (ou um texto qualquer) até que fique realmente bom. Esta parte me chama a atenção pela quantidade de papel que eu poderia efetivamente descartar se praticasse o ato de reescrever meus textos.

Mas com o ritmo de vida e publicações que faço me parece impossível fazê-lo.

Primeiro porque de cada quatro textos que publico, três são montados diretamente na tela do computador, se não forem os quatro. Meus rascunhos a punho estão limitados aos dias de folga, e mesmo assim, se eu tiro o dia para viajar não vai rolar mais do que um texto previamente criado na véspera para o diário, e mesmo assim, também terá sido criado diretamente na telinha do PC.

Mas a ideia de reescrever várias vezes um texto é muito boa. Eu gosto de pensar nisso.

Quanto ao estilo literário, bom, aí depende. Quando se trata de textos para os posts do diário, meu jeito de escrever sobre o dia a dia é aquele mesmo, não há o que fazer. Diga-se de passagem, me parece ser o mesmo para tudo mais que eu venha a escrever, a menos que me atreva a voltar a escrever alguma novelinha, se bem que tenho pensado muito na minha falta de criatividade de ideias sobre romances se desenvolvendo através de conversas por celular e computador, o que é um tremendo contrassenso (dito ou ato contrário ao bom senso; absurdo, despautério, disparate, paradoxo).

Desde 1997 que me relaciono com pessoas através de computador, e desde alguns anos pelo celular. E todos os meus últimos envolvimentos começaram pela internet, portanto eu deveria saber escrever a respeito. Mas quando chega na hora de pensar em botar coisas assim no papel minha cabeça ainda funciona no tempo dos sinais de fumaça.

De uns tempos para cá tenho me esforçado internamente para modificar este pensamento. Enquanto isso, fico escrevendo posts no diário, crônicas sobre comportamento e dando pitacos no futebol, escrevo sobre como lidar com finanças, tudo com um estilo que já tenho como bem característico, mas que ao mesmo tempo de tempos em tempos trato de promover algumas mudanças.

Às vezes me canso do meu jeito de escrever.

Venho tendo algumas ideias sobre bolar um plano para driblar a questão do parcelamento dos salários dos funcionários públicos do Estado (expediente que infelizmente também começará a ser aplicado no Município), e com isso escrever uma série de posts detalhando os progressos. A filha ontem sugeriu que eu falasse com pessoas que estejam nessa situação, mas eu não teria coragem de abordar ninguém para tratar disso, até porque para bolar um plano real teria que ter a confiança das pessoas para ter acesso a valores da conta corrente, contas a pagar, etc. Bastante complicado.

Teria que falar com alguém que esteja no vermelho no cheque especial e com alguém que não esteja, mas ambos tendo parcelamento dos salários. Trabalhando sempre com a hipótese de que não vou falar com ninguém por falta de coragem, vou tentar bolar um jeito de me adaptar à situação, como se os parcelamentos fossem comigo, talvez criando um personagem fictício, ressuscitando o Infiltrado, sei lá.

Alguma ideia vai surgir.

E quando aparecer quem sabe eu consiga descartar mais papelada reescrevendo. As publicações não precisariam ser imediatas. Mas isso é uma outra história.


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