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Trabalho de Equipe

NOITES em CONJUNTO

Minha mão procura a dela debaixo das cobertas, e é incrível como mesmo estando no sono profundo ela percebe o que está acontecendo e segura a minha mão. Algumas vezes nossos dedos se entrelaçam, o que às vezes torna difícil minha saída para ir ao banheiro (e eu vou várias vezes ao banheiro durante a noite; é uma característica minha desde sempre na vida).

Existe um piloto automático entre nós, que à noite nos faz saber quando queremos nos encostar. Quando vai chegando perto da hora de levantar, então, eu já sei que ela vai querer deitar a cabeça no meu ombro. Vou entrando em posição. Algumas vezes o começo da noite de sono é assim. Mas quase sempre é como termina (o pessoal vai achar que é exagero, mas já escrevi aqui, houve uma noite em que acordamos com as bocas encostadas, porque dormimos no meio de um beijo).

A sensação é tão boa que a gente a quer para sempre enquanto durar, mas eu, pelo menos, não me pergunto como conseguia viver sem isso. A resposta é bem simples: eu não sabia. Não tinha ideia. A questão me parece que não é nem o gesto de ficar esperando que ela deite a cabeça no meu ombro, mas o amor envolvido no gesto.

Ele se expressa de várias maneiras ao longo do dia, e como amor também é vida, ele encontra uma maneira de se expressar também quando estamos dormindo. E enquanto estou aqui à espera da virada do relógio da população, escuto ela se mexendo na cama e fico enlouquecido querendo que a virada aconteça logo, para eu poder voltar para o lado dela.

Não é lindo, isso?


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