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Tudo Certo

O ABRAÇO na MUDANÇA

Bueno, então há o desafio de tentar mostrar a uma pessoa como fazer para viver a filosofia de que “no meu mundo nada dá errado“.

Não é uma coisa fácil, porque envolve uma mudança de hábitos, e para mudar hábitos é preciso mudar também, o sistema de crenças da pessoa. Como sempre, também, o máximo que posso fazer é falar do que funcionou para mim, mas o que funcionou (e ainda funciona) para mim teve que necessariamente passar por uma mudança de hábitos e crenças.

As questões são quase sempre da mesma ordem: a pessoa está preparada para as mudanças? As deseja? O quanto as deseja? Está realmente disposta a fazer o que for necessário para mudar, ou é apenas o modismo da hora? As respostas poderão dizer, mas ao mesmo tempo o que fará realmente diferença será a atitude. Dar os passos para mudar.

Usando um exemplo meu: desde muito tempo eu achava um porre ter que ir ao banco fazer qualquer coisa. Quantas e quantas horas de vida perdidas em filas ou chás de cadeira. Quando as mudanças começaram a acontecer (do tipo poder pagar no caixa eletrônico pela leitora do código de barras, chegando ao pagamento pela internet) eu rapidamente abracei a causa. A partir dali, nenhuma conta que não está no débito automático deixou de ser paga por atraso. Quando se paga pela internet não existe “não poder pagar“. Pode-se pagar com atraso (sabendo onde mexer, no código de barras) e depois os juros e multas serão normalmente cobrados do mesmo jeito na fatura seguinte. O importante, no caso, é não precisar ir a banco.

Outra coisa que aconteceu foi a mudança de hábito com relação à conta corrente, a partir do momento em que se coloca contas no débito automático. As principais são a luz e a água (para quem mora em casa; no caso de quem mora em apto a água é paga no condomínio). Quando se tem que ter dinheiro para debitar a conta de luz, duas coisas acontecem (ou podem acontecer, se a pessoa for responsável): acaba o desperdício de luzes acesas em peças da casa onde ninguém está; todo e qualquer gasto que se faça (ou até que não se faça) acontece com o pensamento no saldo necessário para bancar o débito.

Ou seja, a pessoa corre o risco de passar por uma reeducação financeira. Hábitos mudam.

O que mais me impressiona é que por puro preconceito muitas pessoas não assimilam isso, gente que se recusa a pagar contas pela internet, a botar contas no débito, e pior, conheço gente que gosta de deixar horas da vida em filas de banco. Para mim, quando se trata do pagamento de contas, nada dá errado, mas foi uma mudança que eu quis.

E por aí seguem outros exemplos, mas isso é matéria para outra postagem.


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