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Um Estalo

SOBRE MUDANÇAS

A vida tem uma natural capacidade de renovação, como se sabe. as plantas, os animais, tudo vai mudando, se transformando com a passagem do tempo. Para a maior parte dos seres vivos do planeta a transformação e a mudança acontecem espontaneamente, seja por instinto, seja por seleção natural. A única forma de vida que precisa pensar sobre a mudança (seja ela de que tipo for) é a humana.

Nós, seres humanos, somos resistentes às mudanças. Por isso precisamos pensar sobre elas. Nossa tendência é de racionalizarmos as coisas com base no que é conhecido. Saber por antecipação os resultados (mesmo quando resultam de ação nenhuma) é bom para conservar um estado de acomodação. Nos apegamos ao que já conhecemos. Muitas vezes precisamos de algum evento traumático para promover, estimular ou aceitar a mudança.

Eu há muito tempo venho planejando mudanças. Mudança de casa, de cidade, etc., sobre as quais já falei aqui. Mas a mudança mais importante aconteceu em um lado da vida que eu não pensava muito. Na verdade, foi a primeira de muitas mudanças que vieram e continuarão a vir, porque um novo ciclo está se iniciando.

Falo na mudança no estado civil. Tecnicamente ainda estou divorciado, mas na prática não é o que acontece, desde alguns meses para cá. Este tipo de mudança não aparece muito externamente, mas tem um componente interno poderoso. Porque induz a algumas outras mudanças de pensamento, comportamento, etc., com as quais embora eu soubesse que algum dia teria que lidar ficavam adormecidas, sendo empurradas com a barriga, como se diz, deixadas de lado como compromissos para um tempo remoto, a ser vivido em algum lugar do futuro.

Me dei conta de que as mudanças começaram sem querer, aqui na minha cabeça, quando entramos numa loja e me vi encantado com as funcionalidades de um modelo de roupeiro com cama embutida, que na essência é parecido com o que hoje divido com a Lisi, mas que já está comigo há 12 anos, está defasado, e eu não havia percebido.

Aceitei a sugestão dela de deixar para fazer a compra depois da mudança de casa, mas me pareceu bem claro que chegou o momento de dar uma renovada (literalmente) no guarda-roupa, como em algumas outras coisas da casa.

Sentimento bastante natural, eu diria.


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