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Uma Questão

POR NOSSA CONTA

Um ligeiro atraso de cerca de 45 minutos do pessoal que veio trabalhar interferiu um pouco nos meus planos de sentar e escrever, mas, de toda maneira, bem ou mal, aqui vou eu.

No filme Noiva em Fuga me chamou a atenção a fala (primeiro pelo Richard Gere e depois pela Julia Roberts) que diz “e garanto que vamos ter problemas e garanto que em algum momento um de nós vai pensar em desistir“. Depois vem “mas se eu não pedir que você seja minha (meu) estarei cometendo o maior erro da minha vida” (ou algo assim).

Bom, a gente sabe que não existem contos de fadas. A vida real começa depois do “felizes para sempre“, que é quando os contos terminam. Ninguém diz o que vem depois. Nenhuma dessas histórias teve uma sequência do tipo “dez, vinte anos depois“, para a gente saber como as coisas rolaram. Então o que temos é a nossa própria experiência e oportunidade de ver o que acontece.

Em boa parte das vezes as coisas se complicam.

No meu ponto de vista, tanto ter problemas quanto pensar em desistir são reações naturais de quaisquer relacionamentos. O que importa é a gente saber o que vai fazer e como vamos lidar com isso. Já mencionei antes, aqui, aquela cena do filme Loucuras em Los Angeles em que o personagem do Steve Martin diz que “a gente nunca sabe onde o amor começa, mas sempre se sabe onde termina“, ou algo parecido.

Geralmente termina quando a gente perde a vontade de se acertar com a pessoa com quem se está. Quando não importa mais.

Quando nos conhecemos, nem a Lisi nem eu sabíamos que surgiria um sentimento de amor. Como sempre, no início, eram só conversas. A gente vai falando, a vontade de falar vai crescendo, o tempo virtual juntos vai parecendo pouco e sempre se quer mais. Assim foi.

Como leoninos, nascidos no mesmo dia do mês, somos ambos demarcadores de território, gostamos de afirmar e reafirmar o que sentimos, gostamos que nos seja reafirmado o sentimento da outra pessoa, e somo ambos protetores. Isso como se ainda não bastasse o simples fato de sermos homem e mulher, o que por si só já é sinônimo de complicação pelas diferenças.

Mas a gente também sabe que mesmo com as falhas na comunicação qualquer coisa que aconteça jamais será por falta de conversa.

Só que eu acho eu ela sai perdendo no quesito dos cuidados um com o outro porque, embora eu me esforce e tente cuidar dela, minha experiência com isso é zero, eu nunca sei o que fazer. Já ela sempre sabe, ou na maioria das vezes.

É até de se perguntar, e aí, vai mesmo encarar?


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