RSS

Vamos de Novo

VIRANDO o JOGO

Mais de uma vez já escrevi aqui sobre duas coisas que acredito deveriam fazer parte das vidas de todas as pessoas como objetivos fundamentais a serem alcançados, mas que, por circunstâncias que cada um sabe de si, não são alcançados, e na maioria das vezes não são sequer cogitados ao longo dos anos: saúde financeira e qualidade de vida.

A grande verdade é que os dois objetivos estão interligados, mas a maioria das pessoas não faz a ligação, não sabe que uma coisa depende da outra e na maioria das vezes não pensa nisso.

Como é notório para quem lê o que escrevo aqui, sou um exemplo de alguém que saiu da situação de superendividado para a de pequeno poupador e investidor. Como também já escrevi, foi uma vitória. Mas o processo, que não foi fácil (e aí vou bater de novo na tecla que diz que não ser fácil não significa que seja impossível), ainda não me ensinou tudo. A maior prova é que, como venho manifestando em postagens anteriores, voltei ao nível de operar no vermelho do início do século, e nesta semana estou partindo para uma solução dos velhos tempos, que é a contratação de empréstimo com desconto em folha.

Bueno.

Uma das coisas que é preciso levar em conta quando se está em um processo drástico como este, de mudança de patamar financeiro (e é aí que eu percebo que existe uma decisiva diferença entre mim e uma porção de pessoas com quem convivo), é que é preciso ter altos graus de determinação e foco, e uma grande, imensa, força de vontade. Eu de vez em quando me esqueço disso, mas quando me lembro sei que posso fazê-lo de forma natural e com um mínimo grau de esforço.

Para um processo de recuperação como este é preciso, além da disposição de fazer o que for preciso para o andamento do processo, é preciso ter-se também um alto grau de humildade para reconhecer que não se sabe tudo, e é com esta humildade que vou ler com atenção e guardar as matérias que serão publicadas nas edições impressas de final de semana, da ZH, começando por este e se estendendo pelos próximos dois. Já vi, ali, que há dicas que eu instintivamente já sabia e já faço uso, especialmente no tocante aos cartões de crédito.

Como antes também foi mencionado aqui, eu administrava quatro cartões, mais o do banco, botava dinheiro na poupança e ainda investia em consórcios. Agora, além dos consórcios, estamos com um outro investimento que ainda não vem ao caso relatar, e agora administro apenas três cartões, além do do banco (porque depois de ter pedido um quinto cartão decidi que não precisava mais de pelo menos dois deles).

Como também já escrevi antes, e de acordo com a primeira matéria do jornal, apesar de a pessoa poder continuar comprando, é preciso fazer controle dos gastos por impulso. Pegando bem o meu caso: não preciso comprar uma camiseta nova a cada vez que vou a Nova Petrópolis. Mas posso comprar alguma peça nova para a nossa decoração de casa com artigos vinculados à marca Pepsi. Posso comprar uma camiseta com logotipo da Pepsi por mês (no caso duas, uma para a Lisi e outra para mim), pela internet. Mas a gente não faz isso. Temos ido a NP mais de uma vez por mês, o que significa que não há gastos por impulso em compras de camisetas (isso é só um exemplo).

Sempre escrevi aqui, também, que tanto os investimentos em consórcios quanto a formação de poupança sempre estiveram vinculados ao uso dos cartões de crédito. Isso é o que eu acho que todo mundo deveria fazer. Como afirmei lá em cima, cada um sabe onde seu sapato aperta. Sempre me impressiona a quantidade de colegas que comentam que o dinheiro não sobra e/ou que gostariam de parar de trabalhar mas que não podem porque precisam do salário que ganham na empresa (além da aposentadoria, em alguns casos), e eu me pergunto, mas como, em quarenta anos de trabalho, ainda não conseguiram se estabilizar?

Está certo que eu também não nasci sabendo lidar com dinheiro, passei anos num perrengue brabo com relação a isso, mas consegui me disciplinar e deixar para trás uma vida financeiramente complicada. Não fiquei rico, claro que não, mas aprendi a viver sem grandes preocupações, especialmente depois que os filhos cresceram e bateram as asas. Ensiná-los a se virar foi uma das grandes contribuições que dei tanto a eles quanto a mim mesmo, e também me impressiona a quantidade de colegas que se empenham em manter os filhos sob seu controle, e com isso empenham também a própria qualidade de vida.

Sobre a qualidade de vida: eu realmente gosto da ideia de ter chegado aos 60 anos e estar me sentindo tão bem quanto me sentia aos 50, que era tão bom quanto estar com 40. A gente sabe que a passagem dos anos pode ser (e geralmente é) cruel com as pessoas, mas também tenho certeza de que a idade avançada não precisa ser aquele martírio pelo acúmulo de doenças, dores e falta de perspectivas na vida. Antes de conhecer a Lisiane eu tinha algumas perspectivas e expectativas pessoas que se fortaleceram após o surgimento dela na minha vida, e agora ainda mais me vem à cabeça a ideia do uso de disciplina pessoal para alcançá-las, o que inclui uma mudança em definitivo para Nova Petrópolis.

E para continuar com a mesma qualidade de vida que vinha tendo, preciso retomar a minha determinação, foco e força de vontade, começando pelo humilde acompanhamento das matérias da ZH, porque mesmo que eu não concorde com algumas ideias, sempre haverá alguma dica que poderá ser aproveitada, alguma frase que poderá servir de inspiração e motivação, e repito, todo mundo deveria se interessar a respeito, pelo bem da própria qualidade de vida.

Vou seguir escrevendo sobre o assunto.


Your Comment