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Virada com Raça

TERCEIRO COM MÉRITO

Cada uma com suas defecções, as duas equipes fazem um jogo de muito estudo os minutos iniciais. O Grêmio se ressente de uma maior qualidade pelo lado esquerdo, onde Marcelo Oliveira tenta se entender com Fernandinho, mas a parada é dura. Nos primeiros momentos ninguém se arrisca muito na frente e nenhum dos goleiros fez mais do que intervenções.

Na metade do primeiro tempo já deu para ver que tanto Fernandinho quanto Jael têm dificuldades para reter a bola na frente, para nem falar na criação de jogadas. E compensação, o Flamengo também não está conseguindo criar nada, e com isso a partida tem um equilíbrio mínimo.

O primeiro tempo foi morno, sem nenhuma grande defesa dos goleiros. Faltou futebol para as duas equipes. Reynaldo Rueda não sei, mas o Renato a gente sabe que não é de fazer troca no intervalo. O segundo tempo vai começar do mesmo jeito que terminou o primeiro.

E ele realmente não mexeu no time no intervalo.

Mas não foi por isso que saiu o gol do Flamengo logo no reinício do jogo. O principal jogador do time, aquele de quem o time depende quase que totalmente, errou lá longe e aqui atrás a defesa vazou. Alguém deveria ter tido a coragem de arriscar levar um cartão amarelo, mas deixaram a jogada do ataque flamenguista progredir e Paulo Victor não pode operar milagres em tempo integral.

Depois do gol o Grêmio tenta esboçar alguma reação, mas sem qualidade, sem competência.

A questão gremista mudou de figura quando Renato fez as alterações possíveis, em especial as entradas de Everton e Beto da Silva, que desequilibraram. Tradicionalmente entrando no decorrer dos jogos, Everton deu uma resposta já esperada, ao contrário do que acontece quando começa jogos. Ganhou todas sobre Pará, fez dois gols, tornou a vitória possível com a virada, o que até sua entrada parecia impossível.

O Grêmio mostrou que ainda se importa com o Campeonato Brasileiro.


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