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Vistas Parciais

07:17

A nebulosidade da madrugada chegou a parecer assustadora, mas quando o dia amanheceu já se viu que não era tudo aquilo. Provavelmente não chove. A temperatura deu uma recuada: 11ºC às 6:34.

OLHANDO PARA DENTRO

É praticamente impossível explicar ou definir o que vamos fazer com os erros que cometemos ao longo da vida.

E cometemos vários. Erros de cálculo, de avaliação, de escolhas de palavras, de tudo. Alguns erros são tão graves que foram até tachados de pecados capitais. Na minha concepção, a gravidade maior reside no fato de não reconhecermos que estamos errando.

Algumas vezes isso só acontece depois, ou muito depois. Antes, ou até mesmo na hora, só reconhece quem tem uma faísca muito adiantada do conhecimento de si mesmo e de suas reações. Eu tenho cometido o erro de não valorizar a minha testemunha.

Que conceito é este?

É o que o Dyer ensinou em “Seu Eu Sagrado” sobre sermos um observador de nós mesmos: se eu sei que um determinado conjunto de palavras me leva a ter sempre o mesmo tipo de reação, ser um observador de mim mesmo significa estar preparado para perceber que aquele determinado conjunto de palavras está me levando a agir de uma determinada maneira já esperada, e então devo me colocar numa posição equivalente a alguém que está de fora observando a minha reação e com isso tentar fazer com que eu reaja de maneira diferente.

Não é uma coisa muito fácil de fazer, mas também não é impossível, tanto é que já fiz, inúmeras vezes. Mas nunca tinha experimentado fazer isso quando se trata da situação envolvendo sentimentos de amor e afeição. Quando projetamos alguma expectativa em alguém e esse alguém não corresponde à expectativa, fica muito complicado fazer de conta que se está de fora e se preparar para não reagir de uma determinada maneira a que já estamos acostumados, aliás, nem diria acostumados, mas condicionados pelo costume.

Mas e quando a nossa expectativa é a de que a pessoa seja ela mesma, e ela sendo assim nos causa desconforto? Eu deveria estar preparado para perceber qual seria a minha reação diante de tal situação e saber como enfrentá-la sem reagir de uma determinada maneira usual.

E quando somos nós que não correspondemos à expectativa da outra pessoa? O que a minha autotestemunha pode me dizer? Como pode me ajudar? Talvez ela possa me dizer que se a outra pessoa tinha expectativas a meu respeito era problema dela, assim como era problema meu ter expectativas a respeito dela.

A minha testemunha tem que me mostrar que eu não sou dono da verdade, nem do maior orgulho, nem da maior mentira. Tem que me mostrar que eu sou aquilo que sou, que pode e deve ser melhorado, a começar pela atenção que devo dar ao meu autotestemunho.

Faltando:  446, 1986, 251, 743, 2294, 1029, 456, 91, 334, 63, 16, 142 – dias(107, 131, 211, 117, 303)

 

OLHANDO PARA FORA

Não gosto de ficar falando em segundas chances.

Estou careca de entender que todo mundo merece uma. Não sei se todo mundo. Eu já me dei várias chances e não posso dizer que tenha aproveitado todas. Na verdade, acho que não aproveitei nenhuma.

Tá bom, não vou ser tão radical: algumas vezes foram as outras pessoas que não aproveitaram as chances delas. Mas e daí? Isso não muda nada. Ontem me disseram que eu deveria dar mais uma chance, mas não vejo isso como questão de dar ou não dar chance, nem para mim, nem para ninguém. Não é questão de chance, nem de oportunidade, é questão de vontade.

Quem tem vontade de continuar? Quem tem medo de continuar? Quem não quer continuar?

Em plena Era da Informação as pessoas não se comunicam. Quando o fazem, se comunicam mal. Com todos os meios de estabelecer conversas e entendimentos, o que as pessoas menos fazem é concordar entre si. O que menos fazem é acertar o compasso das ideias, o que menos fazem é se expressar claramente, ainda insistindo em deixar coisas no ar, que não se definem, não se explicam, e por isso mesmo são incompreendidas.

Será que no tempo dos sinais de fumaça era diferente? Talvez, porque eles só podiam ser enviados em dias sem vento, sob pena de as mensagens serem originadas com uma ideia e serem recebidas com outra, totalmenmte distorcida pela movimentação do ar.

Hoje em dia não nos comunicamos mais por sinais de fumaça, mas parece que o vento da incompreensão continua agitando as letras, as frases, o sentido de tudo. Junto com o vento, vem o orgulho de querer ter sempre razão, não dar o braço a torcer e não procurar o diálogo, mesmo quando ele sozinho está batendo na nossa porta. Para não falar com alguém qualquer motivo é motivo e temos sempre a desculpa certa. Para falar com alguém é preciso inventar uma desculpa, e pior, uma desculpa convincente.

Muitas e muitas vezes a desculpa convincente pode ser na verdade um pedido de socorro, um chamado para que não nos deixem morrer. Não nos deixem cair no esquecimento, não nos deixem pegar a estrada do afastamento, da distância.

Pior que encontrar uma desculpa, é preciso vencer o orgulho de querer ter sempre razão. Mas quando se deixa este orgulho para trás, não estaremos abrindo uma brecha para que o outro lado se encha ainda mais do próprio orgulho, caindo na tentação de achar que, sim, ela tinha toda razão, e com isso sentir-se ainda mais orgulhosa de si mesma, não enxergando algum possível erro que tenha cometido?

É uma situação de barreira praticamente intransponível. No entanto, um pedido de socorro desta ordem, até quando atendido, pode ser libertador. E há várias liberdades envolvidas nele. Pensando bem, acho que a liberdade vale qualquer preço a pagar. Antes ela do que a prisão do sofrimento e do não saber.

CALENDÁRIOS

Segundo a CBF, os campeonatos estaduais de 2010 começam em 17 de janeiro (ainda não está definida a data oficial do Campeonato Gaúcho), daqui a 107 dias; a Copa do Brasil tem início em 10 de fevereiro, portanto daqui a 131 dias; o Campeonato Brasileito da Série A começa dia 9 de maio, ou daqui a 211 dias; a Libertadores começa em 27 de janeiro, ou 117 dias (mas ísso só vai interessar se houver algum time gaúcho na competição) e a Sul Americana em 11 de agosto, depois da Copa do Mundo, ou daqui a 303 dias, e com toda a certeza haverá pelo menos um time gaúcho nesta competição, se não estiverem os dois.

Todas as datas de início levam em consideração a Copa do Mundo da África do Sul, ocasião em que haverá interrupção nas competições; a Copa do Brasil e a Libertadores só serão decididas após a realização do Mundial.


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  1. picida Ribeiro #
    1

    Apanhei muito da vida para aprender a reconhecer que nem sempre tenho razão, mas aprendi.
    Assim como aprendi e tudo e todos tem realmente direito a uma segunda chance



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