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A Saga de Quarta (2)

E os DESDOBRAMENTOS

Depois de alguns minutos de perplexidade (um carro novo, que recém passou por uma revisão, não pegando, é de deixar o camarada perplexo), saí de dentro da Eco e comecei a pensar. Fiquei alguns outros minutos conversando com o colega Gilson Santiago, que também estava co o carro no estacionamento do CAFF. Enquanto isso fui chegando à conclusão de que seria mais fácil chamar o Pedro Car do que acionar o seguro.

Isto decidido, voltei para o carro e como estava num lugar que pegava sol na parte dianteira, entrei pela porta de trás, no lado do carona, e liguei para um número de celular que no dia anterior havia tentado me contatar, e imaginei que fosse do mecânico (porque logo após a tentativa infrutífera pelo celular tocou o fixo, e era a secretária da oficina). E era, mesmo. Me atendeu o próprio Pedro Car. Expliquei onde estava e que a Eco estava mortinha (o que era uma meia verdade). Ele me disse que estava se dirigindo à oficina, e que assim que lá chegasse mandaria o Jefferson para me socorrer.

Àquela altura já estava rolando o Sala de Redação. Comecei a escutar o programa e peguei o manual do usuário do carro, dentro do porta-luvas (não conheço por outro nome, sendo que comigo nunca aconteceu de alguém colocar luvas ali) e passei a dar uma olhada para ver que tipo de óleo era recomendado pelo fabricante. Não demorou muito para começar a bater o sono. Já estava resignado com o fato de aquele imprevisto inviabilizar que eu assistisse ao episódio de N.C.I.S., como estava planejado. E dormi aquele cochilo de quem está escutando o programa e de vez em quando entende o que está sendo dito, mas cai no sono de novo (depois, mais tarde, à noite, soube que houve uma briga entre o Cacalo e o Pedro Ernesto, até pensei em recuperar a gravação do programa no saite da rádio, mas depois esqueci).

Quando terminou o Sala recebi uma ligação, era o Jefferson, já estava chegando ao CAFF, queria saber exatamente onde eu estava, mas antes mesmo de eu terminar de explicar ele me enxergou. Passou pela cancela de entrada do estacionamento e encostou o carro de frente para o meu. Eram dois, ele e um outro que eu não sei o nome, já desceram com cabos na mão para dar carga na bateria, e foi então que eu mencionei que a chave virava, mas o carro não dava arranque. Quase vi uma expressão de decepção nos rostos deles, porque achavam que seria fácil lidar com o caso.

E até foi, depois que testaram as velas e viram que havia carga. O outro mecânico disse para tentar escutar a bomba. O Jefferson então virou a chave e tentou escutar algum som entre os bancos dianteiros. O baixinho abriu a porta atrás do banco do motorista, tirou o banco do passageiro e botou a mão em cima de uma peça redonda, que parecia uma tampa, pressionando-a, e o Jefferson virou a chave. Milagre.

Milagre? Não. A bomba de combustível fica naquele local, e ela às vezes pode apresentar sujeira ou mau contato. Na base do sigam-me os bons, teríamos que levar a Eco à oficina, só que eles escolheram um caminho e eu outro, acabamos chegando com diferença de segundos. O Jefferson pegou um tubo de spray (que não cheguei a ver qual era), deu uns borrifos e disse aquele produto eliminaria qualquer sujeira. Não me cobrou nada, porque admitiu não terem olhado aquele detalhe na revisão.

Eram 14:30 e eu ainda tinha tempo de levar a Eco até a Excelsior para o agendamento das 15 horas. Então fui para lá, passando antes no posto para completar o tanque.

O orçamento que a menina tinha me passado era de R$ 378 parcelados em 3 x, com mão de obra incluída. Ela me alertou que aquele valor não incluía peças menores, como coxins e outras, porque não havia como saber antes de o pessoal começar a mexer no veículo. Mas eu já tinha pensado que não adiantaria mandar fazer um serviço meia boca. Então falei para o Waldemar, que foi quem me recepcionou na loja, que era para fazer um serviço completo, trocando o que fosse necessário além dos amortecedores. Não me surpreendeu, portanto, quando ele me passou o valor de R$ 530, o que ainda ficou abaixo do orçamento do Pedro Car, com a vantagem do parcelamento. Autorizei. Como me deu de novo a estimativa de tempo de hora e meia de trabalho, me encaminhei a pé para o BarraShopping.

Levei menos tempo para chegar lá, assim como levei menos tempo para me decidir pelo que já estava decidido, que era eu pegar um Big Mac, já que eram mais de 15 horas, e aí não cabia mais pegar almoço, para nem falar que comida de shopping esfria muito depressa. Só depois de pagar e começar a comer me lembrei do por quê de ter prometido a mim mesmo que nunca mais comeria aquele lanche. Isso já aconteceu várias vezes, meu problema é que entre uma vez e outra eu esqueço que fiz a promessa.

Mas antes disso, claro que não demorou muito para eu receber uma ligação da Excelsior. Era o Waldemar para me dizer que o serviço estava sendo executado, que já estavam na fase de remontagem, mas que haviam descoberto duas molas também cansadas, e que para trocá-las eu gastaria mais R$ 200 e poucos, e que se fosse o caso o parcelamento poderia ser em cinco vezes. Eu pensei, quer saber, faz.

Depois de almoçar, tendo ainda tempo de circular pelo shopping, o que é sempre um perigo, passei na loja da Aduana e comprei duas calças, o que já vinha pensando há horas em fazer, porque quero eliminar as calças claras que ainda estou usando, e há pelo menos uma troca de uma outra que precisava fazer. E depois voltei a pé para a Excelsior. Estava pensando em quanto tempo ainda teria que esperar até o serviço estar completado, mas pouco antes de chegar recebi outra ligação avisando de que já estava.

Resultado final desta função: R$ 800 e um aviso de que há um desalinho no eixo traseiro que pode causar maior desgaste aos pneus e que o senhor vai precisar olhar, mais adiante. Tá bom, eu vou olhar, mas só depois que terminar de pagar os 800 em 5 vezes de R$ 160. No lado prático da coisa, por menos que a gente perceba alguma diferença, o carro parece mais silencioso na parte de trás, e parece estar saindo menos de traseira, que eu estava até achando que era uma coisa normal, já que nunca havia tido experiência com utilitário.

Desvencilhado daquele problema, fui para o Zaffari da Otto. Fiz umas compras, voltei para casa e esperei para acompanhar a rodada do Brasileirão e depois teria que encarar dois episódios seguidos de Revenge, o que ficaria fácil por estar de folga na quinta, e foi então que decidi tentar usar o cd de instalação do Windows 7 que havia encontrado.

Foi quando criei um novo problema para mim mesmo.


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