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Brincadeira no Gelo

RODOPIO de VESTUÁRIO 

O Inverno (ou o frio, em qualquer das três estações em que pode dar as caras) é uma época que me propicia fazer uma espécie de brincadeira com as roupas. É uma brincadeira, mas ao mesmo tempo o assunto é sério, pois se trata da minha baixa tolerância às baixas temperaturas.

Como é sabido (ou, se não era, agora passa a ser), tenho grande estoque de roupa básica para o dia a dia. E há um vasto estoque de acessórios também, para o dia a dia. As camisetas para ir ao trabalho, são usadas, em média, uma vez a cada 60 dias; calças, em média uma a duas vezes por mês, apenas, dependendo dos feriados e folgas. Toalhas de banho ou de rosto, em média, dois dias, duas vezes por mês. Panos de prato, em média, uma a duas vezes por mês, por um dia, quando muito. Cuecas, uma vez por mês é a média de uso. Meias, então, nem se fala.

Há peças em que ainda há carências: camisetas de mangas longas, tanto as de sair quanto as de ficar em casa. São causas em que preciso dar um reforço, e com elas ainda não dá para brincar, porque não há sobra. Com as outras peças, qual a brincadeira que consigo fazer? Tem a ver com a falta de espaço para acomodar todas as quantidades.

Por exemplo, com todas as ceroulas acomodadas na gaveta, a dificuldade para fechá-la é grande. O mesmo se dá com as cuecas, mas estas são mais fáceis de administrar, apesar da baixa frequência de uso de cada uma. Já na gaveta onde ficam as ceroulas eu nem mexo, no Verão.

Faz muito tempo que decidi administrar minha inaptidão para a tarefa de dobrar roupas fazendo-o apenas de duas em duas semanas. Foi quando descobri que com este prazo faltavam unidades para eu usar especialmente no inverno. Então parti para a estratégia das grandes quantidades. No caso das ceroulas percebi que, dobrando-as apenas de duas em duas semanas, antes do final da segunda semana a gaveta estaria vazia, me deixando empenhado. O mesmo se deu com as toalhas de banho.

Pegando apenas estes dois exemplos, o que fiz foi praticamente dobrar a quantidade de peças, considerando a troca de ceroulas e toalhas a cada dois dias. Mais adiante, no Verão, fui ver que a gaveta quase não fechava, no caso das ceroulas, e que quando estavam em sua maioria na pilha as toalhas de banho quase caíam para dentro da pia do banheiro.

Qual é a minha solução para o Inverno, que também é uma brincadeira? Toalhas de banho, ceroulas, roupas de cama, camisetas, cuecas, meias, enfim, estão sempre circulando. Há peças nas gavetas, mas também as há dentro do cesto de roupas para lavar; penduradas para secar (considerando que no frio a roupa seca mais lentamente, no caso de quem não tem secadora); algumas dentro da máquina de lavar (a relação entre o cesto e a máquina é que a máquina só lava quando não dá para colocar mais nada no cesto; depois da lavada, a roupa que estava no cesto vai para a máquina e fica esperando até o cesto encher novamente, para ser lavada); e há as que estão no espaço reservado na estante da sala para as que estão esperando para serem dobradas e novamente guardadas nas gavetas.

As roupas do espaço na estante ficam enroladas em lençóis e/ou toalhas, para que haja uma certa hierarquia por ordem de chegada, na hora de as dobrar e guardar. A intenção é evitar o máximo possível que uma peça seja usada com intervalo menor do que outra, o que, claro, é uma regra de depende muito das minhas conveniências, portanto não é tresloucadamente rígida.

Uma grande quantidade de peças de roupa e acessórios me ajuda basicamente em duas situações: sempre haverá uma peça na gaveta para eu usar; posso levar duas semanas para dobrar roupa limpa. Quando está se aproximando o momento de escassez de uma ou outra peça, é o momento de dobrar, o que me garante mais duas semanas de só tirar coisas de dentro das gavetas. Para nem falar que o pouco uso faz com que as peças durem mais. Manter o estoque até é fácil: para cada peça que chega ao final do tempo de vida útil, compro duas para reposição. Simples assim.

Com relação às calças e camisetas de mangas curtas, usadas no dia a dia, ambas as pilhas estão em áreas dos roupeiros que não são gavetas, têm bastante espaço. Há outras roupas que não são tão usadas, como coletes e blusões, e existe uma tendência de eu delas me descartar, mas até para isso há um período de estágio. No momento penso em mudar de lugar algumas camisetas que seriam usadas em meia estação, mas faz duas temporadas que não chego perto delas. Está na hora de tirá-las do roupeiro, dando espaço para outras coisas (o que abriria espaço em pelo menos uma gaveta) e colocá-las junto c0m o material de doação que está esperando por uma decisão da filha (até o momento em que eu resolva decidir por ela).

Então, este é apenas mais um jeito bem simples que uso para me divertir e não brigar tanto com o frio. O rodízio ajuda a ver como o tempo gelado está passando rápido.


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