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Chatice Institucionalizada

ESTÁ DEMAIS

A vida no Facebook tem muitas facetas, mas algumas são mais recorrentes que outras. Por exemplo: mulheres se queixando dos homens; homens se queixando das mulheres. Em fotos de encontros de grupos todos parecem sempre muito felizes juntos. Um momento em que as queixas desaparecem, ou perdem o sentido. Tomam Doril. Passada a confraternização, elas voltam.

Então é assim.

O Face tem pessoas que passam o tempo se queixando de tudo. Dos políticos, das obras na cidade, da desumanidade para com os animais, da programação da tv a cabo e até mesmo do próprio Facebook, que é uma rede gratuita gigantesca, que naturalmente pode ter alguns eventuais problemas. Para algumas pessoas está sempre tudo tão ruim que fica difícil compreender como é que essa gente ainda não se suicidou.

Tanta queixa me faz pensar se não se trata de um movimento deliberado para desestimular os rastreadores de atividades on line. Sabe-se que a intenção desses rastreadores é de fazer publicidade dirigida com base na navegação do usuário. Mas eu diria que é muita vontade de vender, para aturar tanta chatice que se encontra na rede social. O que os mantém persistindo é o fato de que não deve haver gente lendo o que se passa ali. A monitoração é por site visitado, não por conteúdo postado.

Um grande problema que tenho verificado é que a maioria das pessoas migrou para o Face e com a retirada do MSN do ar pela Microsoft nem todo mundo se adaptou ao Skype, e aí sobrou o Facebook como ponto de encontro. Quando estou no trabalho o acesso à rede social ajuda um pouco a passar o tempo, entre uma ligação e outra. Quando estou em casa, na maior parte do tempo tenho tirado distância do Face, mantendo o PC desligado, porque é muita chatice concentrada.

Não me sinto tão solitário ao ponto de me sujeitar a ficar aturando tudo de lamentações e queixas que encontro por ali.

Algo me diz que não era esta a intenção de Mark Zuckerberg quando criou aquele canal de socialização.

A parte mais chata de tudo isso não são as queixas e lamentações do povo que frequenta a rede. Pior do que isso, e mais chato, é a gente saber por antecipação que um dia vai surgir algum outro modismo no lugar dele (e que ninguém duvide de que algum dia isso vai acontecer), as pessoas migrarão para a nova ferramenta e as lamúrias e queixas migrarão junto. A migração da chatice.

Não deveria ser assim, mas eu ainda me admiro que haja gente que passe o dia inteiro no Facebook.


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