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Dedicação Extrema

COMPROMETIMENTO FERRENHO

TARDE de SEGUNDA

Cheguei hoje, 11.04.2016, à impressionante marca de 2.900 publicações no diário do blogue. Não é nada, não é nada, mas isso dá uma visão do tamanho do meu nível de comprometimento com a ideia de descrever um pouco do meu dia a dia, todos os dias. O que eu posso dizer, depois de ter atingido esta marca? O que você acha que poderia ser dito? Deixe seu comentário aí ao lado.

O que eu acho? Bom, primeiro de tudo é um privilégio poder estar vivo todos os dias para escrever. A marca de 2.900 posts apenas nesta categoria é impressionante, mas amanhã estará ultrapassada. A marca se torna a cada dia mais impressionante, volto a dizer, em função do nível de comprometimento. É uma questão bem simples. O que você tem registrado sobre os últimos 2.900 dias da sua vida? Você sabe que ela mudou, de lá para cá. Você lembra como isso aconteceu? Eu não lembro, mas tenho onde consultar, se quiser. Não digo que todo mundo tenha que escrever um blogue e publicar uma parte da vida na internet. Eu o faço porque me deu na telha. Digo que todo mundo poderia (e até deveria) ter algum registro sobre a própria vida.

Se você pensa que é uma demonstração de vaidade, eu digo que concordo plenamente. Quer saber uma outra coisa na qual concordo com você? É a ideia de que se eu não viesse para a internet expor uma parte do meu dia a dia não sei, não, se teria publicado 2.900 posts sobre esta parte. Provavelmente não. Teria escrito tudo mais que está publicado, todas as outras ideias e pitacos, somente. Nada sobre o que me acontece ou o que eu faço acontecer. O mais engraçado é que muitas pessoas não escrevendo em blogues expõem suas vidas no Facebook, todos os dias. Sou capaz de apostar que você tanto quanto eu sabe qual a diferença.

É que lá as pessoas não precisam escrever. No Face posso contar meus dias todos apenas publicando fotos. O que eu vesti, o que comi, se fui eu que preparei a comida, quando estava no ônibus, no carro, na escola, na academia, no trabalho, etc. Ali cada imagem fala, mesmo, mais do que mil palavras. O que se faz lá se faz por uma vaidade ainda maior do que o que eu faço aqui, mas aqui existe comprometimento, porque não é moleza sentar e escrever sobre o que se passa no meu dia a dia. Todos os dias.

A vida com imagens parece sempre mais excitante, mesmo que seja comum. É só porque é com imagens. Mas também me parece que tudo que se conta lá, pelas imagens, é feito mais pela vaidade. Sentar na frente do computador, seja para criar um texto na hora, seja para digitalizar um texto em rascunho, exige comprometimento. E muita gente começa a fazer coisas e não termina. Não leva adiante. Por diversas razões. Eu mesmo já fiz isso. Eu faço isso. Dentre as várias razões, a preguiça é a que fala mais alto.

No meu caso, o Quem Vai Querer Saber é um blogue discreto. Como escrevi, outro dia, não é tudo que vem parar aqui. Ficam de fora coisas grandes e coisas pequenas. Por exemplo, eu posso vir aqui, escrever um texto com o tamanho que este está assumindo, dar meu recado sobre comprometimento (que é sobre o que todo este texto fala, e não na questão da exposição pessoal ou da expressiva marca de 2.900 posts apenas no diário), e se eu não disser que enquanto o faço tenho lentilhas cozinhando, passa batido, ninguém ficaria sabendo. Ninguém pensaria nisso.

Mas este é o jeito de eu me lembrar do que estava fazendo na tarde, além de escrever. E como este texto não é do diário, significa que o nível de comprometimento pessoal excede em muito o que eu mesmo poderia esperar de mim, já que estou me aproximando de 6.300 postagens na soma de todas as categorias, desde 2008. A questão que deixo para sua reflexão é: sejam quais forem seu projetos pessoais, ou profissionais, em qualquer coisa que se proponha fazer, o quanto você se compromete?

Deixe seu pitaco nos comentários.


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